domingo, 17 de agosto de 2008

PM : quer continuar?



A Ana desejou e a Passiflora Maré disse:


As mães.
As mães das mães
Da praça Tiananmen
Santa Maria de Iquique
Liquiçá
Haymarket
Nisoor
Auschewitz
Sibéria...
Fizeram nascer os generais, os ditadores...

As Mães das praças de Maio
fizeram nascer seus filhos
Sonhadores
Anónimos
Inocentes
Violentados
Desaparecidos
Oprimidos.

Sonhavam algumas mães com pássaros guardiões
Flores em vez de balas, deuses libertadores.
Enquanto outras sonhavam com grilhões
Canhões e paradas militares.

Sonhavam uns filhos
Com as mil cores das bolas de sabão
Barcos de papel, baloiços de árvore
Atlas em árvore para ver as montanhas
e o mar ao longe!
Sonhavam outros filhos
Com jogos de guerra
Soldado, capitão, general...

Mas há praças onde nunca brilham
as mil cores das bolas de sabão.
Os cravos nunca nascem
Nas bocas de fogo das metralhadoras.
Os pássaros não poisam em madeiros humanos.
Os ramos de oliveira não servem de bandeira!
E a coroa de louros não simboliza a glória!

Há mães de paz...

Mas há praças de guerra...
Publicada por Passiflora Maré em 12:00 4 comentários

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

apresentações -1

Apresentações II (será que vai haver três?)

Brel......gravou-a quando já tinha sido desenganado pelos médicos

Gravou-a quando sabia já que não iria sobreviver ao cancro que o atacara.
Cantou-a como se fosse a última vez na vida.


tous?

«Si rien n’est vrai, tout est permis.»

OS NETOS DE SALAZAR


Baptista-Bastos
escritore
jornalista
b.bastos@netcabo.pt

Vi, há dias, na RTP2, o excelente documentário Cartas a uma Ditadura, de Inês de Medeiros. Assisti ao fervor sagrado daquelas senhoras, que defendiam Salazar com a estreita e amarga convicção de que não sabiam muito bem o que estavam a fazer. As suas perplexidades deixavam transparecer essa dúvida. Reconheciam-se autoras das cartas ao ditador, mas haviam removido da lembrança a natureza passional do documento. Porque de paixão se trata: na correspondência e na vida de que o filme é a imagem restituída.

Salazar está em nós. Queiramos ou não, mantemos, ainda hoje, resquícios dessa cultura rural, submissa, de reverente obediência, temente a deus e ao diabo, inculcada por uma Igreja continuadamente anacrónica, de que Salazar, com Cerejeira, foi o representante típico. No começo dos anos 20, século passado, o então professor universitário escreveu uma série de artigos no Novidades, diário do Patriarcado, sobre o que deveria ser feito "para salvar Portugal da anarquia". Esses artigos, remanejados, constituíram o prefácio de Discursos, assim grafado no primeiro volume, mas definitivamente Discursos e Notas Políticas, do segundo até ao último, o sexto. Está lá tudo, sem omissões, o que ele pretende fazer no País. O silêncio da Esquerda correspondeu à vacuidade do seu pensamento. Apenas o grande Raul Proença, o maior intelectual da Seara Nova, respondeu, indirectamente, ao conteúdodotexto.


O belo documentário de Inês de Medeiros; o filme que se prepara sobre "a vida privada" do autocrata (cujo título me parece mais especulativo do que associado às exigências do rigor); alguns livros; uma ou duas peças sobre o assunto; para não elidir o deplorável (por leviano) programa Os Grandes Portugueses - esse afã corresponde, acaso, a uma curiosidade histórica. O dever de memória exige que não voltemos costas ao que nos aconteceu. Ou será que, de uma forma ou de outra, sintamos a necessidade de dizer: "Não temos nada com isso!", quando, na realidade, temos, ainda que presumamos o contrário. A frase de Brice Parain [Sur la Dialectique] faz, aqui, todo o sentido: "Somos sempre responsáveis, mesmo por um mundo que não quisemos."

Oculto ou dissimulado, Salazar tem estado sempre omnipresente na nossa memória e, inclusive, nas nossas acções e nas nossas pessoais rejeições e repulsas. Porém, não creio que esteja na moda, no sentido tardo-nostálgico da expressão. Penso, até, que um absurdo temor tem procurado atrasar e, até, suprimir, a experiência crucial por que passámos. Também os mais novos, ocasionalmente com a satisfação maligna de "não serem desse tempo", continuam lacrados com o sinete de uma ideologia, de uma época e de um homem. Implorar à História que se apague é uma indignidade obscena.|

Apresentações

Desafio II- quem é será a "Julieta?"

Desafio. Esta aí alguém????

ao aluno desconhecido


Não


Não conhecemos, não os conhecemos. Falo do estranho aspecto de como alguns nos entram e saem de rompate da nossa vida. Assaltam-nos, trazem consigo um exaustivo labor de relações. Todo eles são simpatias num cafezinho, numa ternura desmesurada feita de fisgas com que nos atingem. E roubam-nos num gozo especial de carinhosos incensos. Um dia, sem que nada o fizesse prever, sentem-se cheios de amor por outros e vão mimá-los, implacáveis nas suas urgências. Sumem-se para sempre. Ou quase.

Por vezes, debruçados à janela ou de pé na soleira da porta, topam connosco e, quais reis ou rainhas, sem mesmo perguntarem se estamos vivos, soltam-nos um «Há quanto tempo!» E chegam depois as grandes e últimas novidades, a vida atarefada, as desculpas esfarrapadas.

É então que, pela milésima vez, nos perguntamos por que terão tais passageiros de apear-se para nos estremunharem com o seu enroscar, as suas conveniências, as suas conivências. O que terão para nos oferecer que sempre nos escapa? A que desejos inabaláveis não teremos nós correspondido? Tê-los-emos apavorado? Não conhecemos, não os conhecemos.

Postar uma comment é interessar-se pelo status quo, não pelas coisas como elas nos são.

Uma solução rápida para baixos níveis de energia. Não há melhor lanche que a banana.


Propriedades Nutricionais: A banana apresenta boas quantidades de vitaminas do complexo B, vitaminas C e é óptima fonte de potássio.
Valor Calórico: 100 gramas de banana prata fornecem 89 calorias. Realmente é uma fruta bem calórica, que deve ser evitada por quem está fazendo dietas para emagrecimento.
Propriedades Medicinais: Por ser rica em potássio, ajuda a evitar e a regular a hipertensão arterial, principalmente quando o paciente usa diuréticos, e também previne as cãibras. As bananas maduras são eficientes para controlar a diarréia, ajudam no sono e melhoram o humor.
Bora lá a comer MANANAS!

cf: http://saudealternativa.org/ - Marcelo Guerra

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terça-feira, 12 de agosto de 2008