sábado, 31 de janeiro de 2009

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

até no CHILE!


MUITO IMPORTANTE:

Os professores em greve há um mês no Chile conseguiram que o governo desistisse do ridículo modelo de avaliação semelhante ao nosso. Já é oficial!
Este modelo absurdo já só existe em portugal (sim, este país com letra pequena).
Penso que está na hora de ponderarmos na necessidade de fazer greve por tempo indeterminado e perdermos o amor a um mesito de ordenado (não acredito que aqui seja necessário mais de uma semana ou duas, com os pais passados com os filhos em casa... e as eleições à porta... o governo tem de ceder!)
Já vários colegas me disseram que não podem passar sem o vencimento de um único mês, mas será que ponderam os milhares de contos que estamos e vamos perder? para além dos cortes nas reformas? Não podem perder um mês de ordenado? e se perderem o emprego? morrem no mês seguinte? Não! Está na altura de fazer um pequeno sacrifício perante o que se avizinha! E um mês de ordenado é um pequeno sacrifício perante o que estamos na eminência de perder!

Ponham os olhos no exemplo Chileno! Vamos ser a única classe profissional, no único país do mundo a viver este horror de avaliação, divisão artificial e castração na carreira?

Abram os olhos! a greve por tempo indeterminado é cada vez mais a única saída para a queda completa deste modelo de avaliação.
Temos de espalhar esta ideia rapidamente, sobretudo agora que os sindicatos vão dar a luta por estagnada de novo e o modelo saiu em Diário da República obrigando a que as escolas façam a avaliação sob hipótese de despedimento dos avaliadores que se neguem a avaliar e processos disciplinares aos elementos do
CE que não apliquem o modelo. E nem vale a pena que os colegas peçam para não ser avaliados, pois isso implica que não progridem garantidamente e isso é só o que interessa ao governo, pois querem lá saber da avaliação...

Colegas: ainda não avançamos nem ganhamos nada!
Temos de endurecer a luta. Passem a palavra para alertar os colegas.
Se nada fizermos agora, dentro de 10 dias, como ratos, teremos entregue os objectivos individuais e estaremos a pedir para sermos avaliados um a um! com algumas heróicas excepções que serão prejudicados caso a caso facilmente pelo governo.
Não podemos ceder agora!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

domingo, 25 de janeiro de 2009

nao tens quê?

Razões para a demissão de uma avaliadora


Razões para a demissão de uma avaliadora

23.01.2009, Fátima Inácio Gomes


A Em breve fará um ano que me elegestes coordenadora do Departamento de Línguas. Um ano depois, escrevo-vos para vos comunicar que entreguei, hoje, o meu pedido de demissão do cargo. Sinto, pela confiança que em mim depositastes naquela data e desde então, que vos devo uma explicação.
Saio com a consciência de tudo ter feito para derrotar o monstro da prepotência ministerial em sede de pedagógico e de o ter feito olhando-o de frente. Não encaro a minha saída como uma desistência da luta que nos envolve a todos. A verdade é que o conselho pedagógico perdeu qualquer capacidade de acção - o ministério tratou de o esvaziar, no último decreto - e, em breve, perderá até qualquer sentido de representatividade democrática - o novo modelo de gestão deu-lhe a estocada final. Não posso, de todo, manter-me num cargo que, como nunca, consagra o desnivelamento injusto entre os professores. Não serei parasita de um sistema contra o qual tenho lutado! Agora sim, seria fácil ficar... todo o trabalho está feito, o desgaste de horas e horas a tentar lapidar as perversidades de umas fichas insanas faz parte do passado, quase não terei de observar aulas, ou seja, nem vos avaliarei, poderia tirar proveito da redução que me deram para o meu merecido descanso e, ainda por cima, até poderia trabalhar descansadamente para um excelente (no pior dos casos, um muito bom), quando tenho o privilégio de não precisar de ser avaliada na componente científico-pedagógica! Pois agora é a hora certa para eu sair! Não quero, não posso, tirar proveito de algo que me repugna e contra o qual tenho lutado. Onde ficaria a minha dignidade? O meu amor-

-próprio? A minha decência? O meu sentido de justiça?
Não sei o que o dia de amanhã me reserva. Não sei se serei obrigada a avaliar. Mas dormirei tranquila, com a consciência de que não me deixei vencer pela letargia, pelo comodismo, pelos meus próprios interesses. Continuarei a falar com a liberdade com que me tendes ouvido, porque terei sido coerente e verdadeira até ao fim. Porque a minha voz nunca se ergueu para defender uma causa própria, mas uma causa comum, uma causa justa. E não há nada que aqueça mais o coração! Coordenadora do Departamento de Línguas da E. Secundária de Barcelos

Achou este artigo interessante? Sim

sábado, 24 de janeiro de 2009

TIO??


«Não tenho memória que o meu tio me tenha pedido...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Rosário Gama

Reencaminho.
Para quem já conhecer... fica a intenção...
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Intervenção De Rosário Gama No Fórum Das Esquerdas

(Rosário Gama é militante do PS e é a presidente do Conselho Executivo da Escola Infanta Dona Maria, em Coimbra, a escola número um do ranking nacional das escolas públicas)



Começo por saudar a esquerda presente nesta sala e toda aquela que gostaria de ter vindo mas não pôde estar presente;

Saúdo os que hoje, nos diferentes painéis animaram e participaram nos debates;

Saúdo a Ana Drago: é um prazer voltar a encontrar-me consigo e com as suas ideias claras na defesa da Escola Pública e porque tem sido uma voz persuasiva na luta dos professores

Saúdo o Amigo e Camarada Manuel Alegre: deixe-me agradecer-lhe o convite que me trouxe a este Fórum, convite esse que eu não pude recusar pela elevada admiração que tenho por si e pelas lutas que tem travado pelos ideais de esquerda.

Constituirá surpresa para muitos (e para mim também!) a minha presença neste Fórum Democracia e Serviços Públicos porque sempre fiz o meu percurso de vida como cidadã atenta e empenhada, sem nunca procurar o protagonismo que esta política me obrigou a ter.

-Não digo que não a um desafio, quando se trata do encontro de uma grande família política de esquerda, principalmente quando a minha família política mais próxima, em quem eu depositei o meu voto, me tem vindo a desiludir afastando-se dos valores dos valores que legitimamente poderia esperar de uma política assumidamente de esquerda. Se não se pode suspender a Democracia, também não se podem suspender os valores que nos guiam politicamente.

- Tive a oportunidade de poder denunciar na comunicação social, a propósito da posição da minha escola no ranking, as tensões e o desencanto que passaram a fazer parte do quotidiano das Escolas e por esse facto tenho continuado a "dar a cara" por esta luta que tarda em chegar ao fim simplesmente por teimosia de quem está convencido de que reconhecer um erro é uma vergonha ou uma diminuição da autoridade. (Receio mesmo que este Governo esteja a estimular o culto perigoso da autoridade)

Perguntem aos professores mais experientes, que já assumiram erros perante os seus alunos, se esse gesto não reforçou a sua credibilidade.

Há um erro cívico grave que se pode confundir com coragem: é a temeridade. Se para demonstrar coragem não avaliamos devidamente as consequências dos nossos actos, corremos o risco de sermos simplesmente temerários. Não estará a acontecer isto, neste momento, na equipa ministerial?

Nestes últimos anos dei comigo a pensar: será que, antes de votar, não li bem as bases programáticas do PS no que se refere à Educação? Resolvi relê-las e no Capítulo II, Novas Políticas Sociais, no ponto I.1 - Mais e Melhor Educação, pude reler :

"A lógica política do PS não é prometer tudo a todos, nem proceder a mais uma revolução no papel. É sim, tendo plena consciência da educação como factor insubstituível de democracia e desenvolvimento, pôr em prática políticas que consigam obter avanços claros e sustentados, na organização e gestão dos recursos educativos, na qualidade das aprendizagens e na oferta de várias oportunidades a todos os cidadãos para melhorarem os seus níveis e perfis de formação.

Para melhorar as qualidades das aprendizagens é necessário definir que perfil de aluno queremos, formar na Escola pública, que currículos a suportariam, para atingir o perfil de aluno: uma das grandes falhas desta equipa ministerial foi a ausência de orientações sobre escola pública: sobre isto foi dito nada.

Na ausência dessa linha orientadora, a imagem que tem passado para a população e para os próprios professores é a de que o sucesso tem que ser alcançado a todo o custo (discurso fácil para a população mas manipulador), a fim de disfarçar através da estatística, a qualidade de ensino que outros países com outros meios e com políticas coerentes alcançaram.

Esta atitude só por si foi uma medida que desautorizou o professor cuja função é ensinar com rigor e exigir resultados do seu trabalho e que não se compadece com os facilitismos presentes na criação de uma panóplia de cursos alternativos de rigor duvidoso, entendidos como "oferta de várias oportunidades a todos os cidadãos para melhorarem os seus níveis e perfis de formação"

Ainda no Capítulo II, Novas Políticas Sociais, no ponto I.1 - Mais e Melhor Educação, pude reler

"Definiremos também um programa nacional de formação de professores, com explicitação de perfis de desempenho…. A avaliação do desempenho dos professores, neste contexto, deve ser acompanhada por "iniciativas que aumentem a motivação e a auto-estima dos professores"…

Fazendo uma sinopse das medidas deste Ministério é claríssimo para todos que não faz parte dos seus objectivos a motivação e a auto-estima dos professores"

Vejamos:

- Aumento da carga horária lectiva dos professores e fim das reduções lectivas na maior parte da ocupação dos cargos, o que se traduziu numa redução do número de horários disponíveis;

- Congelamento da progressão na carreira;

- Estatuto da carreira docente com a divisão da carreira em professores titulares e professores, (havendo apenas 30%. Que têm acesso a professores titulares) Daqui resulta que 2/3 da classe não progride, não ultrapassando o salário correspondente actualmente a 1500 Euros..

- Modelo de Avaliação de Desempenho burocrático, inexequível, gerador de conflitos…

Não é difícil inferir qual é o grande objectivo: uma política meramente economicista!

Já no painel sobre Educação realizado de manhã, o Professor Licínio Lima afirmou, numa intervenção brilhante, que na política educativa, a palavra economia substituiu a palavra pedagogia.

A forma como estas medidas economicistas foram implementadas constituíram um golpe profundo na dignidade dos professores, causador de uma profunda insatisfação e mesmo humilhação, de tal modo que mesmo quem dedicou a sua vida a formar, transmitindo conhecimentos, está neste momento desmotivado e sai antecipadamente do sistema.

E não sai com pena, nem com saudades daquilo que deixa, sai derrotado, penalizado e paradoxalmente feliz por abandonar a profissão de uma vida.

Antes desta "turbulência" quem saía sentia nostalgia, amargura, saudades, tinha pena de ter atingido a idade da reforma (60 anos ou menos); hoje, quase todos, queriam ser mais velhos para poderem ir embora! Sentem-se desconsiderados, humilhados por uma reforma que ignorou o trabalho e a dedicação passados.

Com esta "debandada" dos Professores atinge-se de igual modo o grande objectivo: o Ministério da Educação deixa de pagar ordenados mais elevados uma vez que aumenta a mão-de-obra barata para além de que as reformas, com as penalizações, saem mais baratas ao estado, que assim poupa mais alguns euros…Para as estatísticas a solução é óptima: diminui a taxa de desemprego entre os licenciados.

Hoje, a desmotivação é grande… a Escola deixou de ser um local aprazível para passar a ser um palco de fricções e de fracções entre professores! A mudança de paradigma educativo, seja a nível da gestão das escolas, seja a nível da avaliação dos professores, foi abruptamente/unilateralmente imposta pela tutela, sem a preocupação de envolver, formar e conquistar os docentes para este processo de mudança.

A hierarquização e a diferenciação na carreira dos professores foi a grande afronta feita à classe devido à artificialidade e arbitrariedade de que se revestiu o concurso para professores titulares, ao serem tidos em conta apenas os últimos sete anos da sua carreira.

Carreiras de muitos anos, tarefas e cargos desempenhados com todo o rigor e profissionalismo, foram simplesmente omitidos.

A instabilidade está instalada e a culpa não é dos professores. É intolerável o comportamento desta equipa ministerial que em vez de promover a tranquilidade e a serenidade, indispensáveis ao bom funcionamento das escolas gera o conflito e a instabilidade e tenta fazer crer à opinião pública que os professores não querem ser avaliados. Nós queremos ser avaliados, não nos vencerão pelo cansaço, cansados estamos todos de sermos enxovalhados em praça pública.

Como disse Bertolt Brecht

"Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o oprimem".

Finalmente, no Capítulo II, Novas Políticas Sociais, no ponto I.1 - Mais e Melhor Educação, pude reler

"Sem rupturas indesejáveis continuaremos no caminho do reforço da participação das famílias e comunidades na direcção estratégica dos estabelecimentos de ensino e no favorecimento da constituição de lideranças fortes. Estabelecido um quadro comum a todas as escolas e agrupamentos - colegialidade na direcção estratégica, participação da comunidade local, gestão executiva a cargo de profissionais da educação - serão admitidas e estimuladas diferentes formas de organização e gestão"

O decreto lei 15 / 2007 que regula o novo regime de autonomia das escolas, não prevê nenhuma outra forma de gestão que não seja a gestão unipessoal com os poderes concentrados no Director.

Relativamente a esta "figura" é de salientar que a prática directiva estabelecida pelo Decreto-lei 115-A/98, possibilitando a opção por uma direcção colegial ou por uma gestão unipessoal, levou a que a quase totalidade das escolas tivesse enveredado pela direcção colegial, demonstrando assim os bons resultados decorrentes desta modalidade, construídos pelo empenho e dedicação dos membros dos Conselhos Executivos.

O Governo precisou de pôr fim à gestão democrática nas escolas. Não se afiguram razões para a excessiva concentração de poderes num Director, a não ser que esta imposição tenha como objectivo assegurar a aplicação cega e acrítica de todas as medidas emanadas da 5 de Outubro, bem como a domesticação dos professores e o seu silenciamento.

O M.E., com as leis do ECD, da Gestão e Administração das Escolas, do processo de Avaliação de Desempenho dos professores e muito especialmente, com o argumentário político com que as sustentou, reforçou intencionalmente a ilusão mais enganadora que se poderia imaginar neste sector: a ideia de que, havendo muito insucesso e abandono escolar em Portugal, a culpa era dos professores.

Vi este ponto bem exemplificado num recente artigo de opinião com o seguinte raciocínio: Existe muito insucesso e abandono escolar no nosso país. A culpa é dos professores. Logo proceda-se à avaliação, nem que para isso seja necessário importar um modelo da América Latina.

Como uma camada de nevoeiro espesso que se espalha numa região em estação fria, aumentando o gelo que perturba fortemente a mobilidade e a actividade das pessoas, também esta ilusão continua a cair como arma assassina em cima dos professores. De repente, com esta equipa esqueceram-se os principais factores nacionais geradores do abandono e do insucesso:

as condições sócio-económicas de muitos dos nossos alunos e dos seus pais;

a desagregação das famílias e respectiva ausência de autoridade;

a cultura dominante de que o êxito se consegue sem esforço ou que tudo tem de ser tornado fácil para se atingirem objectivos;

a desvalorização social da Escola e dos seus agentes, entre outros.

Fez-se cair toda a culpa na organização da Escola e no seu corpo docente.

Com que fundamento ou intenção se procedeu deste modo se só há pouco tempo se desencadeou o processo de avaliação das Escolas e os primeiros resultados são todos muito positivos?

Se não houve intenção escondida, houve, no mínimo, erro político grave, nunca reconhecido pelos seus responsáveis, apesar de avisos vários.

E este erro político acrescentou veneno mortal à relação entre os professores e a Srª Ministra da Educação.

Continuamos a luta pois a razão está do nosso lado.

Parafraseando Mia Couto:

Temos uma arma de construção massiva: a capacidade de pensar

e como diz o meu camarada Manuel Alegre, o pensamento é livre como o Vento.

Rosário Gama - 14/12/2008


Disse alguém:
Rosário Gama daria certamente uma boa ministra. Mas Sócrates prefere para o lugar alguém que sirva de capacho ao pior ministro das finanças da Europa.
É, em síntese o que representa a sua "paixão" pela Educação. À cautela, vão-se ajeitando os resultados dos exames...

avaliaçao do quê?

CHANTAGISTAS?????????!!!!


A direcção do Grupo Parlamentar do PS assume as suas responsabilidades e tirará todas as consequências políticas", declarou à agência Lusa um alto responsável da bancada socialista, quando confrontado com a hipótese de o projecto do CDS-PP ser viabilizado com votos de deputados da maioria.

Por sua vez, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, recusou-se a considerar que o Governo esteja a dramatizar a votação de sexta-feira, mas adiantou que o executivo considera a avaliação dos professores "uma reforma emblemática" e uma "questão crítica" para o cumprimento do programa do Governo.

"Caso o Governo não tivesse condições para prosseguir com a avaliação dos professores, também não teria condições para prosseguir com um dos eixos fundamentais da sua agenda reformista. Mas não antecipo nada para sexta-feira que não seja o Parlamento continuar a acompanhar o Governo nesta reforma que para nós é decisiva", declarou.

Sabendo que, dos 121 deputados do PS, cinco poderão votar ao lado da oposição (Manuel Alegre, Teresa Portugal, Matilde Sousa Franco, Eugénia Alho e Júlia Caré), a direcção da bancada socialista está a fazer "uma mobilização geral dos seus deputados" para estarem presentes na votação de sexta-feira.

Um dirigente do Grupo Parlamentar do PS referiu que esse apelo será reforçado quinta-feira, durante a reunião da bancada.

Um outro membro da bancada socialista disse à agência Lusa que os deputados receberam na semana passada um "e-mail" a alertar para a importância de duas votações: o expurgo da inconstitucionalidade do Código de Trabalho na quarta-feira e a votação do diploma do CDS-PP na sexta-feira.

Para os deputados socialistas serão ainda feitos telefonemas e enviados "sms" para estarem presentes na hora de votar.

Alguns deputados, com missões no estrangeiro, por exemplo, vão ficar em Lisboa para garantir a maioria necessária da bancada nas votações, acrescentou a mesma fonte.

Na votação de uma proposta de resolução do CDS, a 05 de Dezembro, que recomendava a suspensão da avaliação dos professores, seis deputados do PS votaram a favor (outro absteve-se), com os partidos da oposição.

Se os 30 deputados do PSD que nesse dia estiveram ausentes do Parlamento tivessem votado a favor do projecto do CDS, a maioria absoluta socialista teria sido derrotada pela primeira vez nesta legislatura.

No entanto, na sexta-feira, o grupo de seis deputados que votou a favor da resolução da CDS-PP deverá reduzir-se para cinco, já que João Bernardo irá acompanhar o sentido de voto da direcção da bancada na recusa do diploma.

Também a deputada socialista Odete João, que em Dezembro se absteve, deverá desta vez votar contra o projecto do CDS.

"Na penúltima e na última vez que o Parlamento se pronunciou sobre a avaliação dos professores, aprovou-a. É evidente a natureza puramente de táctica partidária que está em causa nas iniciativas da oposição", declarou Augusto Santos Silva.

NS/PMF.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Almeida Santos



Almeida Santos e as faltas dos deputados:

«Não se paga aos deputados o suficiente para que sejam todos apenas
profissionais. Quanto às justificações para as faltas, é verdade que a
sexta-feira é, em si própria uma justificação, porque é véspera de
fim-de-semana. Eu compreendo isso. Talvez esteja errado que as
votações sejam à sexta-feira. Não julguemos também que ser deputado é
uma escravatura, porque não é, nem pode ser. É preciso é arranjar
horas para a votação que não sejam as horas em que normalmente seja
mais difícil e mais penoso estar na Assembleia da República».

Pois...pobres deputados que ganham só 3708 euros de salário-base,mais
10% do salário para despesas de representação, entre outras regalias
http://www.inverbis.net/sistemapolitico/deputados-abonos-duplicam-vencimento.html



Para qualquer trabalhador, a sexta-feira é, em si própria uma
justificação para faltar ao trabalho, aliás, acho que tal justificação
está mesmo contemplada no novo código de trabalho. Ser deputado não
pode ser uma escravatura - escravatura é para os trabalhadores a
recibos verdes, para os trabalhadores que acumulam horas em cima de
horas sem a devida compensação, para os trabalhadores com horários tão
flexíveis que não os conseguem conciliar com a vida familiar. É,
portanto, penoso estar na Assembleia da República à 6ªF...pois o Sr.
Dr. Almeida Santos não se apercebe o penoso que é para o vulgar
cidadão ouvir frases tão deslocadas da realidade que são até ofensivas
para quem, de facto, trabalha.

sábado, 17 de janeiro de 2009

enviado!


Obrigado!

A sua mensagem já foi enviada.

Para contactar pelo correio:

Palácio de S.Bento - Assembleia da República
1249-068 Lisboa

Por telefone:
(+351) 213919000

José Adelino Maltez in Sobre o Tempo que Passa


«Ontem foi um dia de terramoto com o longo e esclarecedor depoimento de Cadilhe no parlamento, reabilitando as sonolentas e situacionistas comissões de inquérito. Ouvi muito em directo e reparo como as notícias dos telejornais e dos jornais não conseguem transmitir o essencial do tom da comunicação desse ex-ministro das finanças. Porque a linguagem de sereno tsunami que transmitiu não nos pode deixar indiferentes. Depois, foi Manuela Ferreira Leite que, por acaso, não foi questionada sobre a matéria, preferindo-se os nomes de Santana Lopes e de Menezes para as inevitáveis tricas. A líder do PSD usou e abusou da palavra credibilização para qualificar a respectiva conduta, procurando mostrar-se como a formiguinha da fábula, contra as cigarradas do que qualificou como fantasias de Sócrates, o mentiroso, o mistificador, o que está a conduzir o país para a tragédia, porque não tem medidas de emergência social, de apoio às PMEs e de luta contra o endividamento, preferindo manter a ilusão de poder controlar as ajudas estatais e de dominar pela propaganda. É evidente que Manuela Ferreira Leite, para quem a ouviu, não conseguiu inverter o sentido das sondagens. Mas o estilo pode ter mais êxito se o sentido dramático se agravar e o governo e o PS começarem a perder a credibilidade. De qualquer maneira, o ataque frontal de dois antigos ministros das finanças, depois da barragem de fogo contra a fantochada, levada a cabo por outro do mesmo calibre, Medina Carreira, e com um quarto ex-ministro das finanças no palácio belenense, colocam Teixeira dos Santos em apuros e Sócrates com muitos fogos críticos para debelar. Por outras palavras, as campanhas eleitorais que se avizinham vão viver sob um ambiente psíquico absolutamente inédito e os habituais contabilistas e planeadores têm de se adaptar às mudanças efectivas. Já não é o tempo dos cenários e dos criadores de factos políticos, com funerais de Amália Rodrigues e referendos em Timor. Por outras palavras, as realidades da pouca vergonha já ultrapassam aquilo que outrora pertencia ao domínio da boataria e da teoria da conspiração, enquanto as forças vivas começam a libertar-se dos velhos espartilhos do controlo das ajudas estaduais, dado que o processo de desinstitucionalização em curso fragmentou os restos de autonomia dos grandes corpos do Estado e das poucas autonomias da dita sociedade civil. Já nem o populismo consegue manipular esta pulverização do salve-se quem puder. Por outras palavras, parece impossível qualquer maioria absoluta tanto para o PS como para o PSD e nem já a hipótese de um novo Bloco Central, mesmo à alemã, conseguirá domar a besta da incerteza. Resta saber se uma intervenção presidencial para um governo de salvação pública, com os principais partidos em proporcionalidade ainda tem espaço de manobra. Porque, de outra maneira, estamos mais próximos da argentinização do que parece. Espero que me engane nestes vaticínios e até pode acontecer que tudo como dantes, com a velha sede na palha de Abrantes...»

José Adelino Maltez in Sobre o Tempo que Passa

RUMORES VINDOS DO INTERIOR DO PS



Dia 23 de Janeiro será aprovada, finalmente, a SUSPENSÃO DA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOCENTE. Há professores socialistas que vão romper com a disciplina partidária. As últimas investidas aos e-mails dos professores, agora deputados, está a dar frutos. Muitos deles já têm dificuldade em enfrentar até a própria família.


A insistência dos professores está a dar resultado e a greve do dia 19 é absolutamente determinante. A ministra já está "morta" e agora só falta mesmo um empurrãozinho para todo o ME cair.


O movimento de Manuel Alegre, Rosário Gama... parece estar no caminho certo e as influências destes perante os professores deputados faz-se sentir já com algum eco. Vamos ver dia 23. Haja esperança!


São notícias que vão chegando das sedes do PS a nível nacional. Fala-se, inclusivamente, de que se preparam para o Governo pedir a demissão. Falta o motivo e este parece ser aquele em que Sócrates aposta e vai daí... professores socialistas juntam-se a Alegre e companhia.


Há ainda que participar massivamente na CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO em frente do Palácio de Belém, em Lisboa, no dia 24 de Janeiro, às 14:30h.


Não podemos parar!


MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Clara Ferreira Alves - "Expresso"


Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo,
dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos
(fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público
acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril
distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos
seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de
gratidão passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a
"prostituir-se" na sua dignidade pofissional, a troco de participar nos
roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada mas mais honesta
que estes bandalhos.

Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO
PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos
políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas
senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os
ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai
continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura)
desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação
das Novas Oportunidades.

Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio
dos mafiosos.

A justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca -
Clara Ferreira Alves - Expresso

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito
maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com
isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do
encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e
pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Por
uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final,
assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo
do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada
acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é
definitivo
e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi
crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa
Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o
que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes
houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de
enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a
verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma
coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são
"abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado
de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores
e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de
notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a
saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas
ao
primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da
Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da
corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a
Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas
tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem
acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados,
muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente
punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos.

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor
Beleza com o vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num
parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes
imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre
Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi
roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e
enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém
acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da
criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia
espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças
desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns
menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela
reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários,
políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do
grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?

O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por
causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado
doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho
branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda,
coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são
arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.

Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as
redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de
crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre
meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de
protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e
reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
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Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

Clara Ferreira Alves - "Expresso"

Socrates, um ministro brincalhao

http://sorisomail.com/email/456/jose-socrates--um-primeiro-ministro-muito-flexivel.html

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

sem título, póstumo?


Não há melhor colectivo do que a soma das vontades individuais assumidas livremente, sem necessidade de directrizes ou condicionamentos...

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

quem é?


Baixa, de olhos ruins, amarelenta
Usando só de raiva e de impostura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Um mar de fel, malvada e quezilenta ;


Arzinho confrangido que atormenta,
Sempre infeliz e de má catadura,
Mui perto de perder a compostura,
É cruel, mentirosa e rabugenta.


Rosto fechado, o gesto de fuinha,
Voz de lamento e ar de coitadinha,
Com pinta de raposa assustadinha,
É só veneno, a ditadorazinha.


Se não sabes quem é, dou-te uma pista:
Prepotente, mui gélida e sinistra,
Amarga, matreira e intriguista,
Abusa do poder... e é .....!????



QUEM É?

Notícias: amanha nevará

sábado, 3 de janeiro de 2009

S´´o pessoas espertas...


Só pssaoes epsertas cnsoeugem ler itso.
Eu não cnogseui acreidatr que relmanet pidoa etndeer o que etvsaa lndeno. O pdoer fnemoeanl da mntee huamna, de aorcdo com uma psqueisa da Unvireisadde de Cmabrigde, não ipmrota a odrem em que as lteras em uma plavara etsão, a úcina cisoa ipmotratne é que a piremira e a útimla ltreas etseajm no lguar ctreo. O rseto pdoe etasr uma ttaol bnauguça e vcoê adnia pdoreá ler sem perolbmea. Itso pruqoe a mtene haunma não lê cdaa lreta idnvidailuemtne, mas a pvrlaaa cmoo um tdoo. Ipessrinaonte hien? É e eu smrepe pnenesi que slortaerr era ipmorantte!

Se pdoe ler itso pssae aidntae !!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Cabe lá tudo mesmo!!!!


Para memória futura ou ...para que conste
Os deputados municipais do Partido Socialista chumbaram, por uma maioria de cinco votos, a Moção apresentada na Assembleia Municipal de Amarante de 27 de Dezembro, pelo Bloco de Esquerda.
Os professores socialistas Abel Coelho, Ercília Costa e Cândido Moreira, foram os porta-vozes da política da ministra sobre a avaliação de desempenho.

Bloco de Esquerda
Assembleia Municipal de Amarante

MOÇÃO

PELA QUALIDADE DA ESCOLA PÚBLICA

PELA SUSPENSÃO DO ACTUAL SISTEMA DE AVALIAÇÃO




1. Atendendo a que o modelo de avaliação de desempenho do docente, introduzido pelo Decreto-Regulamentar 2/2008, de 10 de Janeiro, se enquadra numa orientação economicista;
2. Admitindo que o Decreto-Regulamentar 2/2008 vem na sequência da publicação do Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro sobre Estatuto da Carreira Docente dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, diplomas que contribuem para a efectiva degradação da qualidade de ensino da Escola Pública;

3. Tendo em conta os inúmeros problemas suscitados na aplicação deste modelo de avaliação de desempenho dos docentes;

4. Sabendo-se que as recomendações do Conselho Científico da Avaliação dos Professores, estrutura criada pelo Ministério da Educação, estabelecem duras críticas a aspectos centrais do modelo, nomeadamente quanto à utilização dos resultados dos alunos e o abandono escolar como itens de avaliação;

5. Assumindo que a qualificação do serviço docente é condição indispensável para a melhoria da qualidade do serviço público de Educação;

6. Tendo em consideração que o clima de contestação e indignação dos professores, educadores e alunos, e a insustentável instabilidade e mal-estar vivido por toda a comunidade educativa, prejudicam efectivamente o processo de ensino-aprendizagem;

7. Entendendo a Educação como processo cultural, participativo e participado, em que os professores e educadores não podem ser reduzidos a distribuidores de conteúdos e os alunos meros receptáculos de uma massa de conhecimentos sem coerência;

O Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia Municipal de Amarante, na sua reunião de 27 de dezembro de 2008, delibere:

Solidarizar-se com a luta dos professores e educadores em defesa da Escola Pública com qualidade e pela suspensão do processo de avaliação em curso.



(Moção a enviar ao Presidente da República, ao Primeiro-Ministro, ao Presidente da Assembleia da República e aos Grupos Parlamentares)



O deputado municipal do Bloco de Esquerda



António Norte Simões