domingo, 21 de dezembro de 2008

Francisco Assis acha «inaceitável» escolher vereador de Ferreira Torres para candidato PS


«É absolutamente inaceitável que alguém que tenha estado ligado a Avelino Ferreira Torres possa ser o candidato do PS. Antes da estratégia estão os princípios», disse à agência Lusa Francisco Assis.

O antigo líder do PS/Porto garantiu que tudo fará para que a escolha de Norberto Soares não se concretize, porque ela «ofende o património do PS» e «dá uma má imagem» do partido.

«Estou ao lado da 'concelhia', que está indignada com esta escolha. Nem sequer concebo a possibilidade de este senhor poder ser candidato. Penso que ainda tenho alguma capacidade de influência. Há que apelar a princípios cívico-morais», frisou.

Francisco Assis afirmou que não irá imiscuir-se no próximo processo eleitoral autárquico, mas resolveu pronunciar-se agora por ser «um caso absolutamente inaceitável», que «ofende» os 20 anos de combate socialista ao «estado de suspensão» da vida democrática no Marco de Canaveses que constituiu a liderança autárquica de Avelino Ferreira Torres.

Norberto Soares, antigo «número dois» de Avelino Ferreira Torres, vai ser o candidato do Partido Socialista à Câmara de Marco de Canaveses, disse sábado à Lusa fonte do PS/Porto.

Segundo a fonte socialista, Norberto Soares, que já tinha lançado a sua candidatura independente, foi convidado a encabeçar a lista do PS à autarquia marcuense pela distrital do PS/Porto, que é liderada por Renato Sampaio.

O processo de escolha do candidato à Câmara de Marco de Canaveses tem sido conduzido, desde há alguns meses, pela Federação do Porto do PS.

A decisão de convidar Norberto Soares provocou já a demissão do líder local socialista, Artur Melo, que disse à Lusa que se demite da Comissão Política e do partido.

O secretariado do PS/Marco reúne-se segunda-feira para analisar a situação política.

«Este não é o meu PS», afirmou Artur Melo à Lusa.

O militante socialista referiu que ficou «desiludido» pelo facto do seu partido convidar para cabeça-de-lista às eleições autárquicas de 2009 «um antigo vereador de Avelino Ferreira Torres».

A Lusa tentou, sem sucesso em tempo útil, ouvir esclarecimentos e comentários de Renato Sampaio sobre este processo.

Lusa/SOL

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Directora de Turma das Oportunidades Nobas

Data/hora das reunioes de turmas


dia 18 17:30
dia 19 das 8:30 às 17:30
dia 22 idem idem aspas aspas

A Afurada é uma Naçon!regresso da traineira KagoNisso ao cais, pesca, a ministra da educação que deve «ser fufa, a grande puta, puta que a pariu»


Afurada, hora do lanche, rua cheia, duas mulheres muito tisnadas e enrugadas
(puxos triplos no cabelo, tailleur costureira Alice, botões de plástico,
meias grossas, saias curtas) trocam impressões sobre este mundo e o outro:
regresso da traineira KagoNisso ao cais, pesca, a ministra da educação
que deve «ser fufa, a grande puta, puta que a pariu» (coitada!),
a prisão do Pidá da Noite Branca, a Luisa do Pito
que apanhou o marido em flagrante na cabayada [sic] com duas vizinhas,
o Natal («fuoda-se [sic], está pela hora da morte, filhinha!»),
a pescada que é mais do Rabo e menos do Meio, etc.
Falam muito alto. Tanto, que várias cabeças, escarrando no empedrado, se voltavam
a cada nova investida. Às tantas, a mais nova (60 anos?) atira:
lkj
— O João não vai para a faina da sardinha nem para a da faneca, vai para o caralho.
— Para o caralho? Ver TV Cabo pelo dia afora?
— Não, mãe! Vai para o caralho que tem fora dele...
— Para o caralho que...
— Sim, mãe! Então não sabe que todos temos um caralho fora de nós!?

rua!!!!

vergonhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa


e .....serão plantadas mais 70 árvores.

O preço-base do concurso está estimado em 1.370.000,00 (IVA excluído), prevendo-se a conclusão da obra em Maio de 2009.

domingo, 14 de dezembro de 2008

o tema era


Fórum Esquerdas: Debate sobre educação centrado na avaliação
14h07m

O tema era a educação e o debate, no fórum das esquerdas, em Lisboa, mas acabou por centrar-se nos professores, com o dirigente sindical António Avelãs a afirmar que a recusa da avaliação "é um suicídio político".



No debate do fórum "Democracia e Serviços Públicos", patrocinado pelo histórico Manuel Alegre, bloquistas, renovadores comunistas e independentes, participaram três deputadas do PS - Teresa Portugal, Eugénia Alho e Júlia Caré - e outros militantes socialistas como Pedro Baptista José Neves, um fundador do partido.

O deputado e ex-candidato presidencial assistiu ao debate moderado pelo ex-presidente da FENPROF Paulo Sucena, mas não interveio.

António Avelãs fez a defesa da avaliação dos professores e de uma diferenciação entre eles, admitindo que muitos são bons, outras "acima da média" e outros ainda "abaixo da média".

A distinção deve ser feita, mas "não através desta forma idiota, entre professores titulares e outros", afirmou o professor e sindicalista no debate em que se ouviram críticas, como o de Jorge Martins, um professor do Porto, "militante do PS", contra a politização do processo de avaliação.

"Há quem pense que os professores não podem ser avaliados, mas isso é um suicídio político", afirmou o dirigente da FENPROF António Avelãs.

Jorge Martins contestou os argumentos do Governo do partido em que votou para contestar a ideia "falsa" de que "não existe avaliação" dos professores, "não estava era regulamentada".

E fez um apelo para que o executivo "aceite ouvir tudo", incluindo o Estatuto da Carreira Docente, e "ouvir os professores sem reservas mentais".

Tal como os outros intervenientes, como Licínio Lima, a deputada bloquista Cecília Honório ou o professor universitário, recusou "uma certa ideia de gestão empresarial das escolas".

Na parte do debate, houve alguns intervenientes que defenderam a revogação das leis contestadas, como o estatuto, ou que criticaram o governo socialista de José Sócrates, prometendo nunca mais votar no PS "nem que o regime seja de partido único".

Ao mesmo tempo, decorria num auditório da Faculdade de Letras um debate sobre economia.

O fórum das esquerdas prolonga-se pela tarde, com três painéis (trabalho, cidades e saúde) e é encerrado com as intervenções de e Manuel Alegre, Ana Drago, deputada do Bloco, e a professora Maria Rosário

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sábado, 13 de dezembro de 2008

apologia do cego


O Correio da Manhã noticiou quinta-feira que na apresentação do plano de combate à SIDA nas escolas, no Centro Nacional de Cultura, em que estavam presentes as duas ministras, um jornalista da RTP tentou questionar a ministra da Educação sobre os protestos dos professores.

Segundo o diário, Ana Jorge reagiu à pergunta, dirigindo-se ao jornalista: «O quê? O senhor não sabe o que está combinado? Que hoje só pode fazer perguntas sobre esta cerimónia e sobre o plano de combate à SIDA nas escolas? Ainda por cima é a RTP, a televisão pública, a fazer uma coisa destas. E, depois, logo à noite, não sai a reportagem».

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

select+copy and paste...(do paulo guinote)



.... A raiva incontida na generalidade dos docentes torna irrelevante quem está a representá-los, desde que os represente bem. A raiva incontida dos docentes dirige-se contra políticas erradas e os pequenos protagonistas que as desenvolvem, a quem não reconhecemos o mérito ou a competência para nos darem lições de ética profissional ou moral política, muito menos em matérias de avaliação.

E talvez seja aí que esteja a razão da evidente animosidade que José Sócrates dirige aos professores. Ele sabe o que nós sabemos. Ele sabe o que nós pensamos. Ele sabe como o encaramos. E não nos perdoa isso. E este braço de ferro - tal como com Maria de Lurdes Rodrigues - já ultrapassou a dimensão política há muito.

Trata-se, neste momento, de um mero desforço pessoal, usando para isso o aparato do Estado. José Sócrates gosta de banqueiros, de empresários, do homo tecnologicus, mas arrepanha-se-lhe tudo se lhe falarem de um professor, daqueles normais, pessoa com qualificação superior que dedicou a sua vida profissional a transmitir conhecimentos aos mais jovens, de formas mais ou menos convencionais, que tem brio no seu trabalho, que quer que os seus alunos se esforcem, que gosta de ver esse trabalho retribuído com os resultados desses mesmos alunos, mas sem truques estatísticos, que não recebe trabalhos por fax tecnológico em papel timbrado. Um modelo de professor que parecerá anacrónico. Detestável mesmo. Que urge extinguir. Castigar. eliminar. Trocando-o por um mero generalista, com formação bolonhesa, proletarizado, sem autonomia crítica. Dependente dos mails da DGRHE para saber que fazer. Cordato. Manso. Temeroso. Orgulhoso do seu 6º Armani, para usar os termos de um comentador aqui do Umbigo. Incapaz de ver para além das aparências.

Esse é professor ideal para qualquer regime que queira impor-se sem resistências, usando para isso o sistema de ensino.

José Sócrates não precisa de comprar a paz social, escorado na sua maioria absoluta de deputados cordatos, não da Nação, mas do Partido, à boa e velha moda estalinista. José Sócrates apenas precisa de comprar a paz com os banqueiros. A bem do futuro profissional de alguns dos seus ministros e de uma campanha eleitoral desafogada.

E tenta que os outros confundam isso com coragem, quando apenas se limita a ser forte com os fracos e fraco com os fortes.

O resto é aquilo que tecnicamente se designa, em Sociologia Avançada, por treta.

mal formados? bem pagos? carreira facil??papo para o ar??

o outro lado da barricada


Comentários
Esta cambada e "GERAÇÃO RASCA" ja se estava a preparar para boicotar os exames,mas o supremo ja veio dizer que tem de haver serviços minimos para os exames...

Acho que o governo tem de efectivamente endurecer nas medidas a tOmar para evitar os desacatos...

QUEM NÃO QUER SUJEITAR-SE AS REGRAS

DE QUEM LHE COMPETE ESTABELECE-LAS

TEM BOM REMÉDIO, PROCURE OUTRA EMPREGO

Muito bem Legis, já vi que anda bem informado(ª)esta que já foi chamada, no tempo que eram estudantes, de "GERAÇÃO RASCA" ao que estou a ver agora já se estão a preparar para recuar e podem ter a certeza de que nao se vão libar de serem chamados de "GERAÇÃO COBARDE".
Mário Nogueira não consegue entender que não é da competência dos sindicatos , mas apenas do governo,apresentar soluções.
Aos sindicatos compete apenas sugerir propostas, que podem ser ou não aceites.
A não aceitação das propostas dos sindicatos nunca é motivo para greve,apenas a perda de direitos é.
Direitos nunca são privilégios em relação aos restantes trabalhadores.

Quais são os direitos que os sindicatos acham que os professores perderam e que originou este conflito?


O Sr. Mário Nogueira a falar de arrogancia dos outros intervenientes parece anedota! Como técnica negocial, exigir a suspensão da avaliação como condição de negociaçõ, parece-nos irrealista, impraticável e politicamente impróprio!
Os Sindicatos acordaram com o Ministério a constituição de uma Comissão Mista para acompanhamento da avaliação, acordo que resolveram.
Não seria mais curial se os Sindicatos apresentassem propostas de simplificação, de adaptação, de alterações do sistema de avaliação?
Pugnar pela suspensão parece-nos inadequado e politicamente insustentável!
Há uns tempos, os Sindicatos prometeram apresentar uma proposta alternativa mas, onde está ela?
Abandonar negociações com inflexibilidade e arrogancia porque a outra parte não se rendeu, não´será a melhor forma de defender os interesses dos professores.
Havendo noticia de que a avaliação está a funcionar, em algumas escolas, sem problemas de maior, não será um desmentido à impossibilidade de efectivar a mesma?
Sabemos que é dificil conseguir o justo equilibrio intre o que se diz e o que se quer dizer mas, Sr. Mário Nogueira, seja mais humilde porque, em negociação, a arrogancia é má conselheira!
OS PORTUGUESES JÁ PERCEBERAM O QUE OS PROFESSORES QUEREM:
- CONTINUAR A GANHAR $$ SEM MUITO ESFORÇO, E POR ISSO HÁ QUE "DERRUBAR" A AVALIAÇÃO. E OS CAMELOS DOS PORTUGUESES QUE PAGAM IMPOSTOS QUE CONTINUEM A ALIMENTAR ESTES SENHORES.
EXISTE ALGUM TRABALHOR AINDA EM PORTUGAL QUE NÃO SEJA AVALIADO?
uns estão a favor outros contra a avaliação dos professores.
eu acho muita falta de caracter dos propios é serem opostos e fartarem-se de dizer mal do NOGUEIRA PORQUE SÃO DA DIREITA,MAS COMO SEMPRE E COBARDEMENTE APOIAM-SE NELE PARA FAZER CHEGAR A BRASA A SUA SARDINHA.
(APEZAR DE DIZER QUE NÃO)
A proposta que a Plataforma Sindical vai levar amanhã para a reunião com o ME é a de auto avaliação pelos próprios professores validada pelo Conselho Pedagógigo.

Qual a diferença para o que sempre tem acontecido desde o 25 de Abril ?
Algo está podre na nossa sociedade- Pasme-se ver a IGREJA ou quem a representa a alto nivel a pactuar com o COMUNISTA Nogueira. Ao que chegámos.
"Legis" vai chamar cambada a quem te fez (e mal).
Atenção: não sou professor mas respeito e reconheço a sua condição e a sua missão: ajudar a educar jovens para que não sejam uns INUTEIS como este "Legis" e companhia que andam por aí sem eira nem beira a mandar umas bocas a soldo dos XUXAS da treta.
Este Mário Nogueira, que vá lá para a CDU e que deixe as pessoas em paz. Admiro-me os professores que são pessoas com alguma formação, irem na bebida dele!
Esta cambada ja se estava a preparar para boicotar os exames,mas os supremo ja veio dizer que tem de haver serviços minimos para os exames...

Acho que o governo tem de efectivamente endurecer nas medidas a tumar para evitar os desacatos...

QUEM NÃO QUER SUJEITAR-SE AS REGRAS

DE QUEM LHE COMPETE ESTABELECE-LAS

TEM BOM REMÉDIO, PROCURE OUTRA EMPREGO....






Ja cheira mal esta historia dos professores...

Cumpra-se a lei

Quem não o fizer processos disciplinares ...

e rua...


cambada, quem julgam que sao para não cumprirem a lei...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

sublinha...


Professor do ano foi aquele que, com depressão profunda, persistiu em ensinar o melhor que sabia e conseguia os seus 80 alunos.
professor do ano foi aquela que tinha cancro e deu as suas aulas até morrer.
professor do ano foi aquela que leccionou a 200 km de casa e só viu os filhos e o marido de 15 em 15 dias.
professor do ano foi aquela que abandonou o marido e foi com a menina de 3 anos para um quarto alugado. como tinha aulas à noite, a menina esperava dormindo nos sofás da sala dos professores.
professor do ano foi aquele que comprou o material do seu bolso porque as crianças não podiam e a escola não dava.
professor do ano foi aquele que, em cima de todo o seu trabalho, preparou acções de formação e se expôs partilhando o seu saber e os seus materiais.
professor do ano foi aquela que teve 5 turmas e 3 níveis diferentes.
professor do ano foi aquele que pagou para trabalhar só para que lhe contassem mais uns dias de serviço.
professor do ano foi aquele que fez mestrado suportando todos os custos e sacrificando todos os fins-de-semana com a família.
professor do ano foi aquele que foi agredido e voltou no dia seguinte com a mesma esperança.
professor do ano foi aquele que sacrificou os intervalos e as horas de refeição para tirar mais umas dúvidas.
professor do ano foi aquele que organizou uma visita de estudo mesmo sabendo que jorge pedreira considerava que ele estava a faltar.
professor do ano foi aquele que encontrou forças para motivar os alunos depois de ser insultado e indignamente tratado pelos seus superiores do ME.
professor do ano foi aquela que se manifestou ao sábado sacrificando um direito para preservar os seus alunos.
professor do ano foi aquele presidente de executivo que viveu o ano entre o dever absurdo, a pressão e a escola a que quer bem, os colegas que estima.
professores do ano, todo o ano, fomos todos nós, professores, que o continuamos a ser mesmo após uma divisão absurda.
professor do ano... tanto professor do ano em cada escola, tanto milagre em cada aluno.

Má fé! Gabinete da ministra enviou esta noite mais um email provocatório a todos os docentes

Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Quem envia um email com este teor pela calada da noite só pode estar de má fé. O trio que tutela as escolas públicas faz uso de métodos incendiários. Não merece confiança. É gente ruim. Minutos depois de ter aceite nova ronda de negociações sem pré-condições com a Plataforma Sindical, a Ministra revela a sua verdadeira face. Com este email incendiário, dá mais um contributo para anarquizar as escolas. Este email é um convite à continuação da luta. É evidente que a ministra não vai ceder. E a Plataforma Sindical deve preparar os professores para uma guerra prolongada. De guerrilha. Esta trégua será curta. Servirá apenas para que os professores retomem fôlego. E torna ainda mais importante e necessário o Encontro Nacional de Escolas em Luta, a realizar amanhã em Leiria. A suspensão efectiva do modelo é um facto. E parado vai continuar.

Exmo. Senhor Presidente do Conselho Executivo/Director
1 – Chegou hoje ao fim o processo de negociação das medidas tomadas pelo Governo no dia 20 de Novembro para facilitar a avaliação do desempenho dos professores.
2 – Os sindicatos neste processo não apresentaram qualquer alternativa ou pedido de negociação suplementar, pelo que o Ministério da Educação (ME) dá por concluídas as negociações, prosseguindo a aprovação dos respectivos instrumentos legais.
3 – O ME, mantendo a abertura de sempre, que já conduzira ao Memorando de Entendimento com a plataforma sindical (ver infra), respondeu positivamente à vontade dos sindicatos, expressa publicamente, de realização de uma reunião sem pré-condições, isto é, sem exigência de suspensão da avaliação até aqui colocada pelos sindicatos. Foi por isso agendada uma reunião para o dia 15 de Dezembro, com agenda aberta.
4 – Os sindicatos foram informados que o ME não suspenderá a avaliação de desempenho, que prossegue em todas as escolas nos termos em que tem vindo a ser desenvolvida.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Espírito do Porco



Uma pessoa com 'espírito de porco' é uma pessoa cruel, ranzinza, que se especializa em complicar situações ou em causar constrangimentos. Mas de onde vem esta expressão? A origem vem dá má fama do porco, embora injusta, sempre associada a falta de higiene, à sujeira e - inclusive - à impureza, ao pecado e ao demônio, conforme alusões feitas no texto bíblico do Antigo e do Novo Testamento. As informações são do livro O bode expiatório, do professor Ari Riboldi. Segundo o professor, essa má fama foi reforçada no período da escravidão, quando nenhum dos escravos queria ter a tarefa de matar os porcos nas fazendas. Nessa época havia uma crença de que o espírito do porco ficava no corpo de quem o matava e o atormentava pelo resto de seus dias. Então, diz-se que quem comete crueldades está tomado por esse 'espírito malévolo'.»

Nem com uma grua esta espécie de inauditos governantes
com espírito de porco* se apeia. Sente-se que a fax-licenciatura não apeou,
que as manobras de engenharia indevida na Guarda não apearam,
que as pressões nas redacções não apearam e é como se precisassem de mais tempo
para completarem a lobotomia que praticam sobre os espíritos simples desinformados,
e mais tempo para completarem a Solução Final nacional
a Endlösung der Judenfrage em decurso contra professores
e mais tempo para transformarem em intenções reais as intenções virtuais
que constam das sondagens que por aí se publicam favoráveis à tal maioria iníqua.
Parece que a ME vai recuando um pouco e um pouco, não é?! Não se percebe
como é que um modelo errado de fio a pavio, lesivo e injusto, se possa salvar.
Em nome de que benefícios e para quem.
lkj
E isso é fonte de larga meditação: a serem verdade as informações
que implicam Margarida Moreira numa ampla manobra de concertação de bufaria,
coisa que saíu hoje no Parlamento, abre-se larga margem de especulação
sobre de que forma têm os professores sido coagidos, perseguidos,
mesmo impedidos alguns contratados de, como habitualmente, leccionarem
porque de acordo com a sua posição na graduação a isso podem aspirar.
O que pensar se houver métodos mais profundos de eliminação e esmagamento
humiliatório de vozes constestatárias dispersas pela bloga nacional,
actuando esses métodos obscuros em função das suas opções pessoais
agindo em nome e em face de estas políticas e de este ME? Se assim for,
não poderemos ficar muito admirados. A noite vai alta e vai negra em Portugal.

Educação: Ministra admite substituir modelo de avaliação no próximo ano lectivo A ministra da Educação admitiu hoje no Parlamento estar disponível para alterar e até substituir o actual modelo de avaliação dos professores, mas apenas no próximo ano lectivo e desde que seja aplicado já este ano. «Uma vez iniciada este ano uma avaliação séria dos professores, estarei totalmente aberta à discussão de alterações a este modelo e até à sua substituição, mas em anos seguintes, não neste», disse Maria de Lurdes Rodrigues, durante um debate de urgência sobre a avaliação de desempenho dos docentes pedido pelo Bloco de Esquerda.

Recusando as acusações de «intransigência» repetidas por todos os sindicatos do sector e por todas as bancadas da oposição, a ministra da Educação reiterou a sua disponibilidade para avaliar e corrigir o modelo de avaliação proposto pelo Governo, «mas apenas depois dele ser aplicado».

Maria de Lurdes Rodrigues garantiu ainda que a suspensão do actual modelo, como pedem os sindicatos, apenas significaria mais um ano com uma avaliação sem consequências, considerando que «só o conservadorismo, tanto à esquerda como à direita, ficaria contente» com essa situação. Contudo, a ministra garantiu não ser «intransigente na defesa do modelo em vigor, mas apenas na defesa do princípio de uma avaliação séria e com consequências». «Não me peçam para aceitar um modelo que assenta na autoavaliação porque isso é apenas um modo disfarçado de nada propor», afirmou.

Durante o debate, Maria de Lurdes Rodrigues voltou a admitir que antes das alterações introduzidas pelo Governo, há duas semanas, o modelo «era mais burocrático do que devia, provocando uma sobrecarga de trabalho às escolas e aos professores», uma situação que considera ficar resolvida com as medidas de simplificação entretanto anunciadas.

Esta audição de urgência da ministra da Educação foi pedida pelo Bloco de Esquerda e todos os partidos da oposição vão apresentar projectos de resolução que pedem a suspensão do actual regime de avaliação dos professores, que serão votados sexta-feira.

Lusa