quinta-feira, 30 de abril de 2009

Santana Castilho abril 2009


Uma espécie de Jihad educacional

Por ser obrigatória, a escolaridade não é sinónimo de mais e melhor educação Sucedem coisas na Educação que nos remetem para o limbo das verdades absolutas e das guerras sagradas e sugerem uma espécie de Jihad educacional. Com uma diferença de monta: Maomé queria converter; Sócrates quer obrigar. Manter o maior número de almas na escola, quer queiram quer não, tornou-se mais fundamentalista que conseguir conversões ao islamismo. Com uma segunda diferença de monta: Maomé não escapou sem a concorrência de Cristo, Buda ou Vishnu; Sócrates está acompanhado por todos, do CDS ao Bloco, passando pelo PSD e PC, mais sindicatos, associações de pais e outras cortes. Até Louçã gritou aleluia na Assembleia da República. Um bingo politicamente correcto!
Blasfemo, eu sou de opinião que obrigar os portugueses a permanecerem na escola até aos 18 anos é um rematado disparate. Eis alguns dos argumentos com que fundamento esta opinião:

1. Vivemos tempos onde as leis e as práticas são cada vez menos democráticas. À bruta aqui, placidamente ali, o polvo socializante do Estado, em verdadeira deriva autoritária, vai-nos sufocando e controlando electronicamente. Os direitos do Estado são constantemente invocados para espezinhar, com a submissão generalizada duma sociedade abúlica, os direitos do cidadão. Serve tudo como argumento: a fuga ao fisco ou as normalizações comunitárias; a dificuldade de esterilizar as colheres de pau ou a bondade de respirar ar puro e fazer jogging ao domingo e feriados. Como pai, não aceito que o Estado decida por mim e pelos meus filhos a educação que eles prosseguem. Como cidadão, quero liberdade para trabalhar aos 16 anos, como, aliás, o próprio Código do Trabalho consigna. Deve o Estado garantir a todos que queiram e tenham capacidade para tal, sublinhe-se, a prossecução de estudos, sem entraves. Mas não deve o Estado impor a Escola a quem já pode ser responsabilizado por crime, sabe o que faz e quer ir trabalhar. Porque ao invés de ser compulsiva, a Educação deve ser tida como um direito. Chega de Estado que diz proteger-nos de tudo menos dele próprio e de uma certa geração política de que o primeiro-ministro é rematado exemplo.

2. Ao argumento anterior, que é teórico, acrescem outros, de natureza prática. Os nove anos de ensino obrigatório, aprovados em 1986, demoraram 10 anos a transpor para a prática efectiva. Ainda hoje não são cumpridos na íntegra. Se teimarmos neste disparate e quisermos manter na Escola, à força e à pressa, quem lá não quer estar ou não tem capacidade para prosseguir estudos, acrescentaremos mais violência e mais indisciplina a um ambiente que já é grave. Tal medida, a não colher o primeiro argumento, pressuporia uma preparação que não foi feita (basta ver a ligeireza da ministra, que não há muito disse que a medida seria um erro, e agora afirma que não precisa nem de mais escolas nem de mais professores para receber os estimados 30.000 novos alunos). Pressuporia uma reformulação completa dos objectivos e das vias do ensino secundário, principalmente quanto ao ensino profissional que, como está, é um criminoso logro. Pressuporia a efectiva gratuidade do ensino, que está longe de estar cumprida no quadro dos 9 anos vigentes. Se uma das causas do actual abandono, que se aproxima dos 40 por cento, radica nesta variável, alguém de bom senso antecipa que a sociedade, com dois milhões de pobres e dois milhões de assistidos, mais de meio milhão de desempregados e PIB a cair aos trambolhões, pague para ficar com os filhos 12 anos sentados na Escola? Com outros salários, com outro nível de vida, talvez. Assim, obviamente não! E não me venham com a falácia das bolsas, que um Estado quase falido não vai pagar logo que passem as eleições. É só olhar para a história de 2005 a 2009 para perceber que estamos nas antípodas da seriedade e no terreno do mais rudimentar marketing político.

3. O que os outros fizeram deve servir-nos para aprender e integrar o nosso processo de decisão. Não temos que inventar a roda, mas não temos que decidir porque os outros fizeram. Chega de servilismos à Europa e à OCDE. Aqui, devemos fazer em cada momento o que é adequado à nossa realidade e à nossa cultura. Mas, sobretudo, não mintam. Quem disse que a maioria dos países da Europa já mantém os jovens na escola até aos 18 anos? Na Europa a 27 só é assim em cinco países (Alemanha, Polónia, Bélgica, Holanda e Hungria). Os outros 22 libertam os jovens da obrigatoriedade do ensino aos 16 anos, ou antes. A Áustria, a Dinamarca, a Suécia e a Finlândia, que não são propriamente atrasados, pertencem a esse grupo e têm uma escolaridade obrigatória de nove anos.
Por ser obrigatória, a escolaridade não é sinónimo de mais e melhor educação. Se o interesse for percepcionado e o desejo de aprender for efectivo, não é necessária a obrigatoriedade. Os jovens procurarão livremente mais formação. Mas tal não acontecerá enquanto os longos percursos de escolaridade desembocarem no desemprego ou servirem, tão-só, para alimentar os call centers, que acolhem actualmente 50 mil licenciados ou universitários, a 500 euros de salário, mês sim, mês não. Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)

quarta-feira, 29 de abril de 2009

uma professora que luta


A Anabela Magalhães é professora em Amarante. Na Escola Secundária de Amarante. Lecciona História e edita o blogue homónimo . Um blogue de uma professora que luta. E luta sempre: com a palavra, o gesto e o exemplo. Quando foi preciso vir até cá abaixo, ela veio: seis horas de autocarro para cada lado. Mas veio. Não disse: "eu gostava de ir mas estou cansada". Quando foi preciso fazer um dia de greve, ela fez. Não disse: "para que serve um dia de greve? Ainda se ao menos fosse uma greve de uma semana!" Quando tem conhecimento de atropelos e injustiças na sua escola, ela denuncia. Não diz: "para que é que me estou a chatear? Não é comigo!" Quando foi preciso tomar decisão sobre a ficha dos objectivos individuais, ela não entregou. Não disse: "não sou parva, para quê estar a prejudicar-me?" Quando os sindicatos fizeram a consulta aos professores sobre as formas de luta a realizar no 3º período, ela falou e escreveu. Não ficou em silêncio. Não disse: "para quê continuar a lutar se dois terços entregaram os objectivos individuais?" E quando os sindicatos e os movimentos independentes de professores voltarem a apelar a formas concretas de luta, ela luta. Não vai dizer: "não vou à manifestação porque ninguém me ouviu". E quando chegar o dia de colocar o voto nas urnas, ela vai pôr. Não fica em casa. Vai castigar o partido que mais mal fez aos professores nos últimos 35 anos. Não diz: "são todos iguais, fico em casa".

28 de Abril 1948..???


DIA EM QUE O MEU PAI, AO QUE CONSTA DEPOIS DE "TER BEBIDO UNS COPOS " ( não consigo confirmar esta informação,por razoes obvias...)TERÁ PEDIDO CASAMENTO À MINHA MÃE !!! ainda de boa-saúde (com 83 anos)e capaz de trepar a uma macieira...
PARABENS AOS DOIS! valeu a pena! somos 4 descendentes e todos muito próximos e amigos.
Aqui fica a efeméride!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Homem no café




Lê este texto antes de olhares para a foto!


Conseguirás encontrar o homem no café, em três segundos?

De acordo com especialistas:

- Se conseguires encontrar o homem em três segundos, o lado direito
do teu cérebro é mais desenvolvido do que o normal.

- Se for em 1 minuto, o teu cérebro é normalmente desenvolvido.

- Se conseguires em 1 a 3 minutos, o teu cérebro reage lentamente e
deverias ingerir mais proteínas.

- Se conseguires achar o homem depois de 3 minutos, o teu cérebro é
extremamente lento. Sugestão: precisa treinar e desenvolver mais o seu

cérebro.

Isto não é piada!

O homem está realmente na foto.

INQUERITO


- Do you speak English?*
*- Yes!*
*- Name?*
*- Abdul al-Rhazib.*
*- Sex?*
*- Three to five times a week.*
*- No, no... I mean male or female?*
*- Yes, male, female, sometimes camel.*
*- Holy cow!*
*- Yes, cow, sheep, animals in general.*
*- But isn't that hostile?*
*- Horse style, doggy style, any style!*
*- Oh dear!*
*- No, no! **Deer runs too fast... *

segunda-feira, 27 de abril de 2009

os efeitos da MINISTRA e ... o "burro do inglês"



O "burro do inglês" é uma velha história e nem sei o porquê dessa nacionalidade para o protagonista. Um inglês esperto, para poupar, decidiu habituar o seu burro a não comer e foi-lhe diminuindo a alimentação gradualmente. Quando tinha comprovado o sucesso da sua teoria e o burro já estava desabituado de comer, este, por azar, morreu!
.

domingo, 26 de abril de 2009

ahahahahahaa....ohhhhh

http://www.youtube.com/watch?v=pV-HU56PLNg

O MUNDO DE........

ROSA _RAMOS_ABRIL_CRAVOS?



"...
O meu luto é de mesas e de bandeiras sem paz
É estar sem corpo à espera,
inconsolada boca,
o fogo ateia o peito, a cabeça perde a fronte,
o vazio rodopia, é o celeste inferno.

Desço ainda um degrau com o anjo infernal,
um turbilhão de ervas, um redemoinho de sangue
Quem me vale agora se perdi o meu cavalo?"

sábado, 25 de abril de 2009

DESENROLE A ESTORIA...participe em aberto ONSTRUA UM LIVRO! co


http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?prog=3479

INTERESSANTISSIMO...

ter o prazer de nos ouvirem ?... desemburrem-se!!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

I LOVE THIS MAN


A nossa política educacional baseia-se em duas enormes falácias. A primeira é a que considera o intelecto como uma caixa habitada por ideias autónomas, cujos números podem aumentar-se pelo simples processo de abrir a tampa da caixa e introduzir-lhes novas ideias. A segunda falácia, é que, todas as mentes são semelhantes e podem lucrar como o mesmo sistema de ensino. Todos os sistemas oficiais de educação são sistemas para bombear os mesmos conhecimentos pelos mesmos métodos, para dentro de mentes radicalmente diferentes.
Sendo as mentes organismos vivos e não caixotes do lixo, irremediavelmente dissimilares e não uniformes, os sistemas oficiais de educação não são como seria de esperar, particularmente afortunados. Que as esperanças dos educadores ardorosos da época democrática cheguem alguma vez a ser cumpridas parece extremamente duvidoso. Os grandes homens não podem fazer-se por encomenda por qualquer método de ensino por mais perfeito que seja.
Aldous Huxley, in "Sobre a Democracia e Outros Estudos"

CANAL HISTORIA ( so para dois ou 3)

Pergunte que Sócrates responde pela Internet



São dez respostas que o líder do PS e primeiro-ministro dará no dia 25 de Abril, no site www.socrates2009.pt. "
Aqui as suas perguntas têm resposta", pode ler-se no site com imagem de José Sócrates numa versão informal. Mas o objectivo é debater a governação. Qualquer pessoa, desde que se registe, pode colocar uma questão ao secretário-geral dos socialistas e enviar, por exemplo, um vídeo com a pergunta. As mensagens que não forem respondidas podem merecer, mais tarde, um comunicado ou até debates.

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Ja tou aquei a pensar numa maroscada...alguem me ajuda?

sábado, 18 de abril de 2009

P.R.D. delicioso....ehehhee




18.04.2009,
Miguel Esteves Cardoso Ainda ontem

Há dez anos que não tinha carro e era livre e feliz. Mas na terça-feira cedi e comprei um em segunda mão que tinha acabado de fazer a inspecção. Depois de tratar da papelada, fui dar a primeira voltinha com ele. Bastaram uns dez quilómetros para ficar com a Proustiana manette das mudanças nas mãos e a caixa a rosnar-me como se estivesse a devorar as suas próprias engrenagens e se sentisse ameaçada pela minha proximidade.
Empanado no meio de um pinhal - onde era preciso cuidado a abrir a porta porque as andorinhas voavam a dez centímetros do chão - tive de me fazer a uma ladeira, à procura da minha tranquilidade perdida. Foi só quando parei para me encostar a um muro de líquenes venenosos que percebi que tudo não era senão um rito de passagem.
Estava tudo lá: a preocupação, o reboque e a despesa. E estas três letrinhas - PRD - estavam apenas a sussurrar--me, com o seu mau hálito particular: "Seja rebem-vindo ao mundo dos proprietários de automóveis, sr. Miguel Cardoso".
Tudo se compôs a partir daí: encontrei ali perto um reboque exímio; a N Seguros, sediada na Maia, revelou-se eficiente e rápida (apesar de eu ter feito o seguro naquela manhã) e o bom do mecânico que me vendeu o carro tratou da avaria num instante e, passada uma hora, estava à minha porta, no meu carrinho novo, a propor-me que fôssemos ver o mar, para que eu visse como estava tudo bem outra vez. Há coisas que basta aceitar para começarem logo a correr não tão mal.

Achou este artigo interessante? Sim

...e este tipo? Com quem se parece?????


Adjunto de Sócrates apontado como a razão de ser do pagamento de luvas no Freeport

18.04.2009, José António Cerejo e Mariana Oliveira

A transmissão integral do DVD em que Smith diz que subornou Sócrates conduz a um nome nunca referido, Filipe Boa Baptista, actual secretário de Estado adjunto

A Um novo protagonista no caso Freeport surgiu ontem, na sequência da das imagens do DVD que a TVI divulgou parcialmente no Jornal de Nacional de Sexta. Trata-se de Filipe Boa Baptista, antigo chefe de gabinete de José Sócrates, quando este era ministro do Ambiente, que posteriormente ocupou o cargo de inspector--geral do Ambiente e que actualmente é secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro.
O seu nome não foi expressamente citado na conversa entre Charles Smith, João Cabral e um administrador do Freeport cujas imagens a TVI revelou, mas há uma alusão de João Cabral, ex-funcionário da empresa que assessorou o licenciamento do outlet, que lança o nome deste novo protagonista: "O homem que estava na Inspecção do Ambiente foi secretário pessoal dele [Sócrates], percebes as ligações?", disse João Cabral. A frase foi uma resposta ao administrador Alan Perkins, que questionou Smith e Cabral sobre os alegados subornos pagos já depois de o ex-ministro do Ambiente deixar o poder.
Na cabeça do novo administrador, que foi nomeado em 2007 após a compra do Freeport pelo grupo Carlyle e terá sido o responsável pela gravação clandestina do encontro, a história do suborno parecia não fazer sentido precisamente por os pagamentos terem sido feitos em 2002 e 2003 quando José Sócrates já não não era ministro.
João Cabral, que trabalhava com Smith na assessoria do projecto, respondeu: Sócrates já não estava no Governo, mas à frente da Inspecção do Ambiente, um departamento muito importante no caso, estava um homem que foi secretário pessoal dele e era preferível pagar, numa alusão a Filipe Baptista. Realçando que Sócrates tinha "grandes conhecimentos", João Cabral concluiu: "É por isso que toda a gente tem medo de não pagar".
Cabral referia-se a uma figura quase desconhecida, mas com um papel central nos gabinetes de Sócrates desde os anos 90: Filipe Alberto da Boa Baptista foi chefe de gabinete no Ministério do Ambiente até Março de 2002, altura em que o Governo de Guterres caiu, logo após a viabilização do Freeport. Cinco meses depois, porém, as portas do ministério abriram-se-lhe de novo, desta vez pela mão do novo ministro Isaltino Morais, do PSD. Em Agosto de 2002, foi nomeado inspector-geral do Ambiente, cargo em que se manteve até Sócrates ganhar as eleições em 2005 e o chamar de novo. Nas suas mãos estava a capacidade de travar, senão inviabilizar, por razões ambientais, a construção do Freeport, em curso em 2002 e 2003.
Na página oficial do executivo, a sua função passa despercebida, aparecendo apenas na composição detalhada do Governo. E do seu perfil consta apenas o início do seu cargo actual, em 14 de Março de 2005. Ontem, o PÚBLICO tentou contactar Filipe Baptista através do gabinete do primeiro-
-ministro, mas até ao fecho desta edição não recebeu qualquer resposta do actual secretário de Estado adjunto de José Sócrates. Quanto à divulgação das imagens do DVD, um dos assessores de imprensa do primeiro-ministro, Luís Bernardo, insistiu que não há nada a acrescentar.
Na gravação, Charles Smith explica detalhadamente como decorreu o processo, apoiando-se numa folha que não é visível para explicar a Perkins os valores que foram pagos pela Freeport. "Foi acordada uma contribuição para o partido", referiu inesperadamente Smith.
O escocês, arguido no processo em Portugal, explica que, no início, a Freeport fez as transferências directamente para a conta da Smith & Pedro, o que obrigou ao pagamento de impostos, tendo-se mudado depois de estratégia para que a empresa não pudesse vir a ser associada aos pagamentos. Mais tarde, precisa que as entregas foram sempre feitas "em dinheiro vivo" ao longo de 2002 e 2003, em "tranches de três, quatro mil euros".
Lembra-me um ARLEQUIM!!!

Passe Passe um dia com Bill e ajude Hillary a pagar as dívidas



Quem quer passar um dia com Bill Clinton?
Basta contribuir com cinco dólares para ajudar Hillary Clinton a pagar a dívida de 1,5 milhões de dólares da campanha eleitoral, e fica habilitado.
O vencedor será sorteado.
Há outros prémios, como uma pomada prá NICOZE!!!!

quero tar ali!










Que uso dá à INTERNET?


1.Biblioteca (recheios,materiais,imagens,textos,noticias?
2.Montra de Compra ( que tal encomendar um novo computador portatil,ou um disco do John Coltrane? )
3.Comunicaçao (mensagens a amigos;a menos-amigos; a estranhos; campanhas promocionais disto e daquilo?)
4.Perda de tempo( tal como no consultório do dentista, folheando as revistas mais que lambidas sabe-se lá quem?
5.Entretenimento( horários de cinema, comboios, a hora do "foguetório"?...ou musicas e filmes, cheio de fascínio - as vezes que quisermos sem conta?
PONTUE POR NUMEROS de 1 a 5

Grato

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Salazar não consegue parar de rir ...

Conheceu o senhor De la Palice???Achou este artigo interessante? Sim


Quanto maior o nível de educação menor o de pobreza, diz estudo

16.04.2009, Ana Cristina Pereira

Em 2005/2006, "cerca de 40 por cento dos indivíduos com mais de 14 anos e sem qualquer percurso escolar eram pobres". Três por cento tinham o ensino superior

Desengane-se quem julga que estudar de nada serve. "Existem elevados retornos da educação no mercado de trabalho em Portugal", concluiu Nuno Alves, do Departamento de Estudos Económicos do Banco de Portugal, no estudo "Novos factos sobre a pobreza em Portugal".
.../...
"A taxa de pobreza diminui consistentemente à medida que aumenta o número de anos de escolaridade completa", nota. Os números são claros: em 2005/06, "cerca de 40 por cento dos indivíduos com mais de 14 anos e sem qualquer percurso escolar eram pobres". No mesmo período, a pobreza afectava "apenas três por cento dos indivíduos com um curso superior".
As famílias com mais níveis de instrução "apresentam em média maiores rendimentos no mercado de trabalho, maiores rendimentos monetários totais e maiores níveis de despesa total". E este "padrão ocorre em todo o ciclo de vida dos agregados familiares", com um valor máximo a ocorrer entre os 45 e os 64 anos.
O casamento também conta, claro. Os cônjuges tendem a ter um percurso escolar análogo, "o que contribui para ampliar os retornos da educação ao nível do agregado familiar". E "o nível de salários ao longo ou no final da vida activa dos indivíduos traduz-se directamente no nível de pensões ao longo da idade da reforma", lembra.
Nuno Alves realça também o que cada um oferece aos filhos. "Existe uma significativa transmissão intergeracional da educação em Portugal". E isso, avisa, concorre para a "transmissão intergeracional da pobreza".

Conclusão: "No futuro próximo, a entrada na idade activa de indivíduos com um nível de educação superior à média da população - e que apresentam um risco de pobreza inferior ao das gerações mais idosas - deverá contribuir para diminuir a taxa de pobreza em Portugal".

terça-feira, 14 de abril de 2009

quatro milhoes de euros dava para...



Três figuras chave da Galp: Ferreira de Oliveira (presidente), Américo Amorim (maior accionista) e Fernando Gomes (administrador)Os seis membros da Comissão Executiva da Galp Energia ganharam em 2008 mais de quatro milhões de euros, 2,9 milhões de euros em remunerações fixas e 1,1 milhões em remunerações variáveis.
Em média, cada administrador auferiu um salário mensal de cerca de 48.700 euros, ou seja mais de 1.800 euros por dia.
A Comissão Executiva reuniu 49 vezes no ano de 2008.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

titulo precisa-se

O Prémio Pritzker



foi para o mais assumidamente europeu dos arquitectos :Peter Zumthor

domingo, 12 de abril de 2009

Onde pára a Walia?



aqui?
ou ali?

A repetir



Uma maratona a deambular e a desenhar pelas ruas do Porto

12.04.2009, Mariana Duarte

Captar pormenores e registá-los no papel teve pouca adesão, mas muitos desenhos

A O esboço evolui com agilidade, em formas geométricas e traços espontâneos. O edifício que aloja o Taverna, um dos muitos bares da Praça da Ribeira, começa a crescer no papel com todos os pormenores da "arquitectura irregular" que caracteriza o Porto. "Gosto de desenhar edifícios antigos, porque têm mais detalhes", diz Daniel Ruas, estudante de Pintura de Belas-Artes, que ao longo da tarde de ontem participou na segunda edição portuense da Maratona Mundial do Desenho SketchCrawl, no Porto.
Na verdade, esta segunda edição funcionou mais como uma primeira edição da iniciativa. "Em Janeiro foi só para ver como era; participámos apenas dois", refere João Brandão, o mentor desta iniciativa no Porto.
A partir do fórum oficial do projecto, todos aqueles que queiram "juntar pessoas que gostem de desenhar" podem inscrever a sua cidade na rota do SketchCrawl. Foi o que fez João Brandão. "O Porto tem um potencial enorme de desenho, pois tem um património muito rico", afirma o estudante de Artes Digitais e Multimédia da Escola Superior de Artes e Design, enquanto ensaia traços arquitectónicos e humanos. "Gosto de desenhar pessoas e edifícios." Aqui o desenho é livre; o importante é imprimir no papel o olhar individual de cada um.
Foi exactamente para "partilhar sensibilidades" que o artista norte-americano Enrico Casarosa criou esta iniciativa global, que vai já na sua 22.ª edição. Depois de muitas maratonas, Casarosa decidiu "andar pelos parques, ruas emblemáticas e locais de interesse a desenhar a cidade, as pessoas, as paisagens" com o grupo de amigos. A partir daí, propagou a ideia a várias cidades do mundo. Em Portugal, o SketchCrawl decorreu em Lisboa e no Porto, em simultâneo com cidades como São Paulo e Paris.
Entre os seis participantes, todos ligados às artes, havia três alunos de Erasmus a desenhar o Porto. "É uma boa cidade para passar para o papel", afirmava Mirko, que veio da Áustria para estudar Pintura na Faculdade de Belas-Artes das Universidade do Porto. As "casas antigas" que se acomodam sobre o rio Douro são o objecto de desenho preferido daqueles que não estão habituados a observar a cidade.

Cerca de 2500 escolas do primeiro ciclo já foram fechadas pelo actual Governo e os seus edifícios transformados em

vamos embora Manel!!!!

Portugal podia ser um país do caraças...




Seria Pascoa e as hortas floriam ...

sábado, 11 de abril de 2009

PASCOA?


"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

"os portugueses, agora, estão a viver melhor"


Segundo Pedro da Silva Pereira, ministro da Presidência do governo de Sócrates, "os portugueses, agora, estão a viver melhor"

Lata, pouca vergonha ou o continuar a querer atirar-nos areia para os olhos, é o que nos apetece dizer de tal barbaridade quando todos sabem que há portugueses a morrer de fome, quando há portugueses a perder o emprego porque as empresas estão a fechar, quando há portugueses a levantar as poupanças para conseguir ir sobrevivendo.

eureka! uma ideia!!!!



A Associação de Bares da Zona Histórica do Porto vai assumir a limpeza da Ribeira, recorrendo à contratação de seis moradores da área que se encontrem no desemprego. A proposta desta colaboração com o pelouro do Ambiente da Câmara do Porto chegou à autarquia há apenas duas semanas, mas deverá começar a funcionar já a 1 de Maio. Um bom exemplo de como as associações ou colectividades podem intervir e melhorar o espaço onde se inserem.