quinta-feira, 30 de outubro de 2008

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

anacronismos...

http://videos.sapo.pt/GycPfMazk9SgndgGZNZp

domingo, 26 de outubro de 2008

indecoro


Cada palavra é uma flor


Cada palavra é uma flor
– Nü Shu, a escrita das mulheres
Na região chinesa de Hunan, na Prefeitura Jiang Yong, conservou-se um até hoje um sistema de escrita exclusivamente praticado por mulheres.
Que prova que a China confucionista não foi um bloco cultural monolítico, generalizado e homogéneo, como muitos sinólogos se habituaram a crer.

Este sistema de escrita foi inventada pelas mulheres muito provavelmente depois do Período Ming, para registar biografias, poesias e canções; praticamente
todos os textos foram escritos em versos. Nesta remota região rural, relativamente
abastada, as mulheres, antes de casar, formavam uma estreita comunidade
(sworn sisters).
Os glifos da escrita que desenvolveram eram bordados à mão, sobre lenços de seda; também foram elaborados pequenos livros com estes grafemas.
«As Missivas do Terceiro Dia» (San Chao Shu, livros forrados a pano) eram oferecidas às esposas no terceiro dia após a cerimónia de bodas, contendo nas primeira
páginas poesias exprimindo votos de felicidade e a pena de mães, avós e tias pelo afastamento da mulher da comunidade feminina das solteiras.

Edward Cod escreveu no Washington Post: «Three days after the wedding, the adolescent bride would receive a Third Day Book, a cloth-bound volume in which her sworn sisters and her mother would record their sorrow at losing a friend and daughter and express best wishes for happiness in the married life that lay ahead. The first half-dozen pages contained these laments and hopes, written in nushu

Domingo.Mudança da hora.Acordei às 6.Que fazer?

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

«Há para aí três pessoas cultas em Portugal» M.F.Monica


O que é que se pergunta primeiro a uma potencial boa entrevistada como a Maria Filomena Mónica [MFM]? Ajude-me a ser original....

Onde nasci, que idade tenho...
Boa ideia. Mas o pretexto é o seu livro, uma colectânea de crónicas publicadas no Público, três horas de puro prazer de leitura...

Obrigada.

De nada. Ainda por cima, com aquela escrita que alguns pensam que foi inventada ontem, e a que agora chamam «criativa»...

E até há cursos de escrita criativa!

E isso ensina-se?

É muito difícil ensinar seja o que fôr. Mas ensinar escrita criativa? Para escrever de forma criativa, temos de ir para casa e ler os melhores livros da literatura portuguesa e mundial. E ler boa imprensa.

E ter sentido de humor e de observação... Vou irritá-la: nas suas crónicas noto, não me pergunte porquê, um sentido de humor muito... masculino.

Engraçado... Há outras pessoas, até familiares meus, que acham que tenho um sentido masculino de olhar a realidade... Mas isso vem do machismo: não choro, trabalho, não chego atrasada... Até ter escrito o Bilhete de Identidade [uma autobiografia], recusava-me a acreditar que houvesse diferenças entre géneros. Só depois desse livro é que percebi que havia mesmo homens e mulheres, constatação que, feita aos 62 anos, peca um pouco por tardia. Enfim, na parte anatómica já tinha notado diferenças. Mas no olhar sobre a realidade, não sabia que as havia. Pelas reacções dos homens àquele livro, entre o machismo e a infantilidade, em contraste com as reacções das mulheres, que se identificaram muito com o que eu tinha escrito, percebi que essas diferenças existem.

Se eu lhe perguntar se sabe cozinhar, por exemplo, soa esquisito... É uma pergunta que se faz aos homens, já que as mulheres é suposto saberem...

Pois. E é que não sei mesmo. Pertenço a uma classe social e a uma época em que havia as criadas. Nós tínhamos empregadas. A minha mãe não punha os pés na cozinha e nós também não. Depois de casar, resolvi não facilitar. Se eu cozinhasse, iria gastar muito mais tempo do que a parte masculina do casal.

E a partir daí, não cozinhou, mas por militância.

Exacto, por militância!

Sente que, por vezes, é desconcertante?

Isso terá de ser você a dizer. Eu vejo-me ao espelho todos os dias e, para mim, sou o mais concertante possível!

Na contra-capa deste livro, Nós, os portugueses, adverte-se o leitor sobre a sua animosidade contra o Estado e a Igreja. Mas encontrei outro fio condutor: a preocupação com a memória, ou a falta dela. Nos indivíduos e na sociedade.

A memória e, neste caso, a falta dela, começou a ser central na minha vida a partir do momento, em 1995, em que foi diagnosticada Alzheimer à minha mãe. E é complicado lidar, durante 11 anos, com uma mãe neste estado - uma mãe com quem eu já tinha pouca intimidade, e que tinha sido uma figura muito dominadora, mas inteligente e que eu respeitava. E tenho medo que seja hereditário. Ainda por cima, sempre tive má memória. E, por outro lado, tenho memória de coisas que não interessam nem ao Menino Jesus! Gostava que alguém - não um psicólogo, porque sou pouco dada às psicologias... - me explicasse o que é que a memória retém e porquê... Se o meu cérebro fosse um disco rígido eu fazia delete a uma data de coisas e ficava com espaço para as importantes. As pessoas, quando perdem a memória, deixam de ser pessoas.

E a memória colectiva, como anda? Isso aplica-se ao País?

Aplica-se. Faz-me muita impressão, por exemplo, pensar que as grandes famílias tradicionais portuguesas, e que deveriam ter orgulho nos documentos da família, os deixem perder, sem dar qualquer testemunho deles. Ainda há uns anos, tentei convencer uma descendente do Cazal Ribeiro, um politico importante do século XIX, a depositar o seu espólio na Torre do Tombo. Tinha cartas do Eça, do Herculano, etc.. Tentei tudo. Mas as pessoas não ligam. As pessoas orgulham-se de solares do minho ou quintarolas, mas com o património histórico dos seus antepassados não há qualquer sensibilidade. E o País não faz a mais pequena ideia, por exempolo, de quem são as figuras da sua toponímia! Os portugueses não sabem porque a História é mal dada. Aliás, não há uma elite, entre nós. Há para aí umas três pessoas cultas em Portugal.

Costuma dizer que a palavra «nós» a arrepia. Não vai em grupos. Mas este livro chama-se «Nós, os portugueses»... Os portugueses também a arrepiam?

«Nós» é também o título de um poema do Cesário Verde... Mas já em miúda eu nunca dizia «nós vamos aqui e ali». Era sempre «eu». No casamento digo sempre «hoje vou ao cinema», «ou eu vou de férias amanhã». Nunca é «nós», mesmo quando vamos os dois. Eu sou portuguesa, mas há traços em mim que são fruto de uma vivência no esatrangeiro. Entre eles, sei lá, o de não aceitar a corrupção camarária. Por isso é que fiz umas obras aqui em casa recusando sempre gratificar fosse que fiscal fosse. Pensei: «Vou fazer tudo como se vivesse em Inglaterra». Eu critico os portugueses, mas as pessoas que criticam - e estou a pensar no Eça, sempre acusado de estrangeirado - são as pessoas que mais amam o País.

E José Sócrates, arrepia-a?

Não gosto dele, mas não me arrepia. É um pequeno tecnocrata. Nunca tive esperanças nele, sempre o achei um bocado irritante, porque está convencido de que é melhor do que é. E não é muito bom. Usou o truque do «quero, posso e mando», coisa de que os portugueses até gostam e os capitalistas precisam. Não me desiludiu. Já com o Santana Lopes, esperava rir-me imenso, mas, passada uma semana, já não lhe achava graça nenhuma...

A MFM também é um pouco estrangeirada. E quando saíu pela primeira vez do País, para Londres, nos anos 60, as diferenças ainda eram mais gritantes...

Foi um choque cultural. Eu vivia numa redoma. Foram 14 anos num colégio de freiras. Ia para a escola acompanhada por uma empregada, até aos 16 anos, o que prova a confiança que a minha mãe tinha em mim - e na minha irmã, mas essa é o oposto de mim, um modelo de virtudes... E o País, para mim, eram as famílias conhecidas. Depois, a minha mãe, com medo que eu fizesse ainda mais disparates do que aqueles que já tinha feito, deixou-me ir para Londres (embora para um colégio interno, inicialmente). E Londres era o centro do mundo. Conheci gente de outras nacionalidades, de outras raças, de outras religiões.

Mas gosta do tempo em que nasceu?

Odeio.

Em que outra época preferia ter nascido?

Em 1847, para aí...

Em Portugal?

Ah, não, então preferia ter nascido num país nórdico ou em Inglaterra... Estranhamente, também gosto muito de Itália... É tudo muito bonito: o País, as mulheres, os homens... Mas gosto muito de Inglaterra porque prezo muito as liberdades individuais. E comungo das velhas tradições liberais anglosaxónicas.

Mas porquê aquela data, presumo que, nesse caso, em Portugal?

Gostava de ter chegado à Regeneração, ao golpe do Duque de Saldanha, em que Fontes ascendeu a Poder, aí com seis ou sete anos...

Isso é a visão de uma historiadora. Afinal, não quereria nascer nessa época. Queria era viajar no tempo e observar com os seus próprios olhos um período que lhe interessa...

Não. Gostava de ter vivido nessa época. Foi a época em que houve mais liberdade em Portugal, de expressão, de pensamento: é entre 1852 e 1890, quando até ao ultimatum.

Mais do que depois do 25 de Abril?

De certa maneira, sim, mas para um grupo muito pequeno. Eu teria de ser da classe média alta ou da aristocracia. Se eu pudesse participar da Geração de 70, do grupo do Jaime Batalha Reis, do Eça, do Ramalho, do Antero, do Bordalo Pinheiro... Naquela altura diziam-se coisas que hoje dificilmente seriam publicadas nos jornais.

Hoje dava processo, naquele tempo era à bengalada...

Nem bengalada. Numa revista satírica do Rafael Bordalo Pinheiro, chamada António Maria, o Fontes era zurzido de alto a baixo. Imagine uma revista, hoje, chamar-se «José Sócrates» a bater todos os dias no primeiro-ministro... Depois veio a República, período que não respeitou nada os direitos fundamentais, ao contrário do que muitos pensam. E o salazarismo foi um período horrendo. Eu sei, porque o vivi... Portanto, recuando no tempo, eu ia para a 2.ª metade do séc. XIX.

Embora a condição feminina nessa altura fosse bastante mais insustentável...

Ah, pois, esqueci-me de dizer: teria de ser homem! Se fosse mulher só mesmo da alta aristocracia do Paço.

Se a palavra «nós» a arrepia, a palavra «não» deleita-a. Porquê?

Foi a primeira palavra que aprendi, ainda bébé. Tenho tendência a começar as frases com um «não concordo com nada disso!». «Mas eu ainda não disse nada», diz-me o adversário...

O adversário?

A pessoa com quem estiver a falar, pronto... (Risos) À partida, sou adversarial.

Algum político a surpreendeu, pela positiva, nos últimos tempos?

(Longo silêncio) Não.

E noutras áreas?

Não sei. Por exemplo, admiro muito o dr. Albino Aroso, um médico de direita, mas com um grande trabalho na área do planeamernto familiar. Pelo mesmo motivo, o dr. Luís Graça, que garantiou que a lei do aborto seria cumprida nos hospitais. Os médicos andavam para aí a dizer que não era possível, por causa da objecção de consciência, como se fossem todos objectores. Na verdade, o aborto era praticado por parteiras em vãos de escada e, portanto, não lhes dava status. O problema era esse. E depois, a maior parte são homens....

Mas tem políticos-ódio-de-estimação?

Não sei... Deixei de ver televisão ha dois anos. Mais do que o Governo, chocam-me os deputados. Ninguém sabe quem são. Nem têm liberdade de voto, como no caso do casamento homossexual... Assim, bastavam cinco deputados, um de cada partido, com uma determinada quota de votos, proporcional ao resultado eleitoral. E pronto, poupava-se um dinheirão. Mais: a função nobre dos parlamentares é vigiarem o que os governos andam a fazer. E não se passa nada disso. E lêem papéis! Eu não oiço o discurso de um tribuno que lê um papel.

Continua a dizer-se de esquerda, mas desconfia do Estado...

Estranho, não é? É que a direita, em Portugal, sempre foi autoritária e nunca prezou as liberdades. Não é liberal. Nessa medida, eu tenho de ser de esquerda. E os contrastes sociais, a pobreza, chocam-me. E os nossos ricos não têm dimensão social. Não devolvem á comunidade uma parte da riqueza que acumulam. Não há, sequer, uma tradição de filantropia.

Essa liberdade anti-estatal também pode dar fenómenos como os da actual crise financeira...

Há duas dimensões na liberdade: nos costumes, não há limite (dentro do respeito pela liberdade dos outros). Na Economia, nem o Adam Smith alguma vez achou que a «mão invisível» resolvia os problemas todos. E definiu o tipo de intervenção que a sociedade deve ter para que prevaleça o bem comum. Ontem estive a reler O Capital e o Karl Marx explica que tudo o que é sólido se derrete. O Estado deve preocupar-se com a redistribuição da riqueza, com a protecção das vítimas (de uma crise como esta), com um sistema de educação decente... disto nem quero falar mais. Aliás, a Saúde está muito melhor do que a Educação.

Arrasou os exames, nas suas crónicas... Mas mesmo assim, se calhar, nunca houve em Portugal, tanta gente tão qualificada.

Temos de ver o que quer dizer «qualificada». Se é ter um doutoramento, há muita gente nas Humanidades que tem um doutoramento e não devia ter. Há demasiado dinheiro para doutoramentos. E há muita gente que não os completa. Aliás, dá-me ideia de que, nas ciências exactas, as pessoas estão mais preparadas. Eu dei um curso de Literatura, na Faculdade de Letras, e eles recusavam-se a ler livros! Queriam fotocópias de capítulos. Não dou! O Ministério da Educação não confia nos professores e não os deixa sozinhos a corrigir testes qualitativos. Quer que eles sejam meros carimbadores automáticos de regras malucas que inventaram, como as do secretário de Estado Valter Lemos, que acha que há umas fórmulas matemáticas para avaliar o sucesso escolar. Como as das respostas de escolha múltipla, que estupidifica e só serve para preencher totobolas... Não distingue o bom do mau aluno, nem o criativo do marrão. Mais: agora, para os mentecaptos pedagogos do ME, existe uma coisa chamada Língua Portuguesa e outra Literatura Portuguesa. Com exames diferentes!

E deve haver avaliação de professores?

Sim, mas de outra forma. Com um corpo de inspectores de professores muito bem pagos. E deviam ser classificados por um director de escola - coisa que não existe em Portugal.

Será que há uma faceta salazarenta do País que continua a influenciar as nossas vidas?

Não acho. Nem na política, nam nas mentalidades, nem nos costumes. O Salazar é de um país onde 80% trabalhava na agricultura e não tinha poder de reivindicação. As suas caracterísitcas são as de um camponês. Isso acabou. Hoje as pessoas queixam-se, barafustam.

E os Grandes Portugueses? Salazar ganhou o concurso...

O erro fatal foi a RTP não ter incluindo o nome, logo de início, com medo que ele ganhasse. Chamaram a atenção das pessoas e resultou ao contrário. Mas não tem significado histórico nem sociológico.

Mas invocar o Salazar não é uma forma que as pessoas encontram de dizer o tal «não» de que a MFM tanto gosta?

O Salazar poder ser uma forma de contestação... Isso é que me espanta.

Uma mulher tão cosmopolita desconfia tanto da Europa, ou do federalismo europeu, porquê?

Desconfio. Eu não elegi o dr. Durão Barroso. E, mais importante, se quiser derrubá-lo, não posso. Mas gosto da Europa, da sua cultura, gosto de viajar pela Europa e quero qiue os meus alunos, sempre agarrados às saias da mãe, também o façam.

O que, agora, é mais fácil, graças à existência de uma União, sem fronteiras...

Essa é a parte de que eu gosto.

Um dos seus ódios de estimação é o fundamentalismo islâmico, senão mesmo o Islão.

Eu até fui a favor da intervenção no Iraque - no que me enganei redondamente. Não tinha bem a noção do que é o Médio Oriente. Sociedades tribais, não baseadas na lei, mas no sangue. Assim, os EUA não deviam ter intervindo. O fundamentalismo religioso é das coisas mais tenebrosas.

E Guantánamo, não é tenebroso?

Também é. Se o Ocidente se afirma respeitador do Estado de Direito, tem de o praticar. É por aí que o Ocidente é superior. O Ocidente é superior a esses países - que tratam as mulheres da maneira que tratam, ainda por cima.

Ao invocar a superioridade ocidental ainda será acusada de xenofobia...

Esto a falar em on e consciente do que digo. Os valores que derivam da tradição iluminista, a razão, a liberdade individual e o Estado de Direito são superiores, na constituição da sociedade, aos valores que regem as sociedades islâmicas, em que não há separação entre o poder político e o religioso. Isto não tem a ver com raças nem xenofobia. Mas com a organização das sociedades.

E como explica que muita esquerda contemporize com essas sociedades?

É o anti-americanismo. E a esquerda tende a dizer que os islâmicos são pobres. Ora, muitos daqiueles países têm sociedades riquissimas. Não serve de desculpa. O que eu critico é o fanatismo. E isso aplica-se à sr.ª Pallin.

Por falar nisso, McCain ou Obama?

Desde que apareceu a Sarah Pallin, sem dúvida, o Obama.

Nas suas crónicas ressalta a impressão de que tem medo da morte - e contra-ataca com sentido de humor sobre ela. Estarei certo?

Não, não tenho medo. Tenho medo do envelhecimento - não físico, mas da degenerescência. E de ir para a um ventilador hospitalar.

E o que é envelhecer bem?

É não perder as faculdades intelectuais.

Sente que já tem idade para dizer o que lhe apetece?

Não é por uma questão de idade. Mas, no meu caso, quando se chega ao topo da carreira universitária, não se pode ser despedido... E há uma altura em que não precisamos de fazer mais concursos. Porque uma maneira de eles nos lixarem é cozinhar um júri que nos liquide. Há um enorme compadrio universitário. E machismo. Já ouvi tiradas do género: «Então ias com aquela aluna para a cama? É pá, se soubéssemos davamos-lhe um 17 e não um 14!».

E a MFM, tem tido sorte ao amor?

Nunca tive muita sorte ao amor, mas ao jogo tenho. As duas únicas vezes que joguei à roleta, ganhei logo! Em Londres, em 1970, e em Macau, em 1999. Imenso dinheiro! (Risos)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

..então: CONGRATULATIONS!!!!

receita facil....


Fiz e foi um êxito!!!!
Óptima e rápida para fazer em dias de festa...
BOM APETITE...
RECEITA DE FRANGO COM WHISKY...

Ingredientes:
- 1 garrafa de whisky (do bom claro!) Cardhu, Monkeys 20 anos, James Martin 30 anos,...
- 1 frango de aproximadamente 2 kg
- sal, pimenta e ervas de cheiro a gosto
- 150 ml de azeite Virgem
- nozes moídas qb

Modo de preparar:
- pegue no frango
- beba um copo de whisky
- envolva o frango com sal, pimenta e as ervas
- barre com azeite.
- beba outro copo de whisky

- pré-aqueça o forno aproximadamente 10 minutos.
- sirva-se de uma boa dose (caprichada) de whisky enquanto aguarda.
- use as nozes moídas como aperitivo
- coloque o frango numa assadeira grande.
- sirva-se de mais duas doses de whisky.


- Axustar o terbostato na marca 3 , e debois de uns vinch binutos,botar para
assassinar. - digu: assar a ave.
- Derrubar uma dose de whisky debois de beia hora, formar abaertura
egontrolar a assadura do bicho.

- Tentar zentar na gadeira, servir-se de uoooooooootra dose sarada de whisky.
- Cozer(?), costurar(?), cozinhar, sei lá, voda-se o vrango.
- Deixáááá o filho da buta do pato no vorno por umas 4 horas.
- Tentar retirar o vrango do vorno. Num vai guemar a mão, dasss!
- Mandar mais uma boa dose de whisky pra dentro . De você,é claro.
- Tentar novamente tirar o sacana do gansu do vorno, porque na primeira
teenndadiiiva dããão deeeeuuuuuu.

- Begar o vrango que gaiu no jão e enjugar o filho da buta com o bano de jão
e cologá-lo numa pandeja ou qualquer outra borra, bois avinal você nem
gosssssssssta muito desse adimal mesmo.

- Tá Bronto.

Receita fácil....

ALOOÔ ??????

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

AVALIAÇAO.


Avaliação dos professores -
A opinião de uma advogada




Já que muitos jornalistas e comentadores defendem e compreendem o modelo proposto para a avaliação dos docentes, estranho que, por analogia, não o apliquem a outras profissões (médicos, enfermeiros, juízes, etc.).

Se é suposto compreenderem o que está em causa e as virtualidades deste modelo, vamos imaginar a sua aplicação a uma outra profissão, os médicos.

A carreira seria dividida em duas:

Médico titular (a que apenas um terço dos profissionais poderia aspirar) e Médico.

A avaliação seria feita pelos pares e pelo director de serviços. Assim, o médico titular teria de assistir a três sessões de consultas, por ano, dos seus subordinados, verificar o diagnóstico, tratamento e prescrição de todos os pacientes observados. Avaliaria também um portefólio com o registo de todos os doentes a cargo do médico a avaliar, com todos os planos de acção, tratamentos e respectiva análise relativa aos pacientes.

O médico teria de estabelecer, anualmente os seus objectivos: doentes a tratar, a curar, etc.
A morte de qualquer paciente, ainda que por razões alheias à acção médica, seria penalizadora para o clínico, bem como todos os casos de insucesso na cura, ainda que grande parte dos doentes sofresse de doença incurável, ou terminal. Seriam avaliados da mesma forma todos os clínicos, quer a sua especialidade fosse oncologia, nefrologia ou cirurgia estética...

Poder-se-ia estabelecer a analogia completa, mas penso que os nossos 'especialistas' na área da educação não terão dificuldade em levar o exercício até ao fim.

A questão é saber se consideram aceitável o modelo?

Caso a resposta seja afirmativa, então porque não aplicar o mesmo, tão virtuoso, a todas as profissões?

Será???!!!

Já agora...

Poderiam começar a 'experiência' pela Assembleia da República e pelos (des)governantes...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

hexagono de heternonimos (complemento solidario do bom-senso)


Mas o gajo está parvo ou faz-se?....

O que é ele vai aprontar a seguir?...

Mas o gajo está parvo ou faz-se?
Ele que tenha calminha que se não ponho-me a contar tudo o que sei ... aqui neste meu cantinho. E espero que as sonecas e as digestoes que ele fez (bom, se teve indigestões, pior para ele),mas a coisa é pior do que eu pensava.
XIÇAAA !!!

O que é virá a seguir?

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

CREME DE DESAPARECER




A sua mão aproximou-se de algo frio e suave. Tirou um pequeno frasco azul escuro com uma tampa preta. Num rótulo branco estava escrito “ CREME DE DESAPARECER”.
Ficou a olhar para esta s palavras durante muito tempo a tentar perceber o seu significado…
Lá dentro estava um creme branco, espesso mas cuja superfície era suave. Nunca tinha sido usado.
Enfiou a ponta do indicador no creme. Era frio. Não aquele frio agreste e violento do gelo, mas um frio envolvente suave e macio…
Tirou o dedo e gritou surpreendido. A ponta do dedo tinha desaparecido! Tinha desaparecido completamente!
Enroscou a tampa e foi a correr para o quarto. Precisava de pensar…

se calhar já nascemos com um papelinho na mão....


Espera-se para tudo, somos feitos não de carne, de paciência, se calhar já nascemos com um papelinho na mão. Retire aqui o seu bilhete e aguarde a sua vez. Aguardo a minha vez. Desde que me conheço que aguardo a minha vez


Tanto silêncio nesta casa e tanta voz que me fala. Da janela vejo as mulheres que sobem a rua levando os sacos do supermercado. A rua é inclinada e elas devagarinho passeio acima, com os tendões dos braços saídos, os tendões do pescoço saídos, o cabelo a tremer. Porque razão me comovem na manhã suja, outonal, de setembro? As árvores começam a perder as folhas, pombos por aqui e por ali, vários cinzentos feios nas nuvens. Um par de homens a consertarem não sei quê num buraco. Deve ser isto o que as pessoas chamam vida e, se é isto, que miséria: ninguém sorri. Tenho de ir aos Correios buscar livros da América, de França, do raio que o parta: tira-se um papelinho com um número, espera-se entre gente que espera. Da última vez tirei o número 65, ia a procissão no 12. Fico séculos para ali, a olhar. Espera--se para tudo, somos feitos não de carne, de paciência, se calhar já nascemos com um papelinho na mão. Retire aqui o seu bilhete e aguarde a sua vez. Aguardo a minha vez. Desde que me conheço que aguardo a minha vez. A minha vez de quê? E lá fora uma chuvinha sem peso. Um princípio não bem de frio, de desconforto.
– O que fazes no mundo, António?
– Aguardo a minha vez.
Uma senhora de papelinho para outra de papelinho
– Já não estou cá a fazer nada e na época em que estava cá a fazer alguma coisa o que fazia? Emprego – marido – filhos – reforma – netos e agora varizes – coração – diabetes – ossos, este alto no pescoço. Amanhã análises no hospital, outro papelinho com um número, depois do papelinho da consulta em que ouviu
– Não gosto do seu alto e o doutor a escrever, a arrancar a página, a estender-lha
– Precisamos de uns examezinhos.
A outra senhora
– Que direi eu com os miomas e uma conversa densa de afluentes, sub-afluentes e lagoas acerca de pontadas, desconfortos, cólicas, o marido às voltas com a próstata, a pingar toda a noite. A do alto no pescoço
– Molha-me o pijama todo e a que não tem alto enviuvou: uma coisa no pâncreas resolveu-lhe o matrimónio em três meses e enfiou-lhe, em lugar de uma, duas alianças no dedo:
– Mandei apertar a dele para não me cair de modo que traz o que resta do marido ali. Ficam ambas a olhar as alianças, num interesse melancólico. O falecido cobrador do gás, grande, forte
– Vendia saúde deve tê-la vendido toda e quando precisou de comprar não achou nas retrosarias, ele que a possuía aos montes.
– Nunca faltou ao trabalho insistia a viúva, de tal maneira a saúde era inclemente e excessiva e parece que o amor ao medronho também, a calcular por referências laterais respeitantes ao facto de aos sábados à noite abrir a porta de casa a pontapé
(– Levava tudo à frente)e acabar de gatas na cozinha a vomitar a alma. Fora isso era um cordeirinho
– Fora isso era um cordeirinho bom esposo, bom pai, bom amigo, bom avô, até bom genro
– Até bom genro, calcule sempre pronto a ajudar, sem amantes.
– Já lhe chegava o vinho sugeriu a outra e a conversa amorteceu porque a viúva não gostou da insinuação e além disso o número dela aproximava-se. O problema era que o número anterior, um rapaz de bigode, trazia cinquenta cartas para registar, e nós todos, os que esperávamos, pensámos num julgamento sumário com condenação à forca e execução imediata, sem possibilidade de apelo ou recurso. Os restantes balcões de atendimento achavam-se vazios dado que as empregadas discutiam o gel nas unhas de uma colega que exibia dez navalhas escarlates na ponta dos dedos. O gel foi aprovado por unanimidade e exclamações e fiquei a saber que a proprietária das navalhas se chamava Suzete Mendonça e o namorado a queria sensual
– Como as actrizes porno precisou uma de óculos e cachucho de pechisbeque no indicador e as colegas deu-me a ideia de acharem bem, mudando a linha do debate para cintos de ligas e artigos correlativos até voltarem, com um suspiro de penitentes, às suas cadeiras, onde ficavam minutos compridos a meditar nos cintos, esquecidas de nós, enquanto a que se chamava Suzete Mendonça estudava os apêndices com orgulho, a viúva rodava a aliança, saudosa do bom genro e eu principiava a zangar--me com o facto de ser tão traduzido, decidindo romper o contrato com a minha agência e imaginando a que se chamava Suzete Mendonça em atitudes sensuais, difíceis de conseguir numa criatura tão magra e com um quisto sebáceo na testa. Mas podia ser que o gel anulasse o quisto e incendiasse o namorado, com a ajuda do piercing que trazia na língua, uma esfera cromada do tamanho de uma bola de pingue-pongue que a obrigava a uma pronúncia de sopinha de massa. Daqui a quantos anos chegará a sua altura de já não estar cá a fazer nada? Das análises no hospital? Do médico
– Não gosto do seu alto? das unhas de gel uma recordação perdida? Do divórcio, da reformazinha que aumentava os dias do mês? Do cinto de ligas no lixo? Do namorado a queixar-se do pâncreas? Toda a existência termina com a frase
– Precisamos de uns examezinhos e uma senha de papel num laboratório de análises onde Suzetes Mendonças ainda por nascer demorarão a atendê-la, discutindo meias de rede e poses sensuais.
A.Lobo Antunes- Crónicas

sábado, 11 de outubro de 2008

Serve,a carapuça?

sem título


Trabalhamos para uma “rainha”.
Somos vigiados por alguns soldados.
Falamos apenas o necessário com os outros, está tudo na ordem!

Mas só até alguma coisa chegar e abalar o nosso “formigueiro”...
Mas também somos persistentes e mudamos de lugar, onde poderemos construir tudo novamente.
Destruímos isso e aquilo, estes e aqueles, com isto e mais isto, para tudo voltar ao normal? Para que tudo fique na ordem ?

ABAIXO-ASSINADO


PROFESSORES EXIGEM
A REVOGAÇÃO DO “ECD do ME”


Os Professores e Educadores abaixo-assinados, exigem a revogação do actual estatuto da carreira docente
– ECD do ME – imposto contra tudo e todos, na sequência de um processo aparentemente negocial, dada a quantidade de reuniões realizada, mas no qual o Ministério da Educação recusou alterar o que de mais negativo apresentou logo na primeira reunião: a fractura da carreira, um regime de avaliação do desempenho sem conteúdo pedagógico, a existência de uma prova de ingresso na profissão, uma carreira ainda mais longa. Um estatuto para o qual verteram, ainda, algumas das medidas mais negativas impostas no âmbito da Administração Pública, tais como o roubo do tempo de serviço ou o agravamento dos requisitos para a aposentação. Face a esta situação, os docentes exigem a revogação do ECD do ME e a aprovação de um ECD que dignifique e valorize a profissão docente. Um verdadeiro Estatuto que:

- Consagre a existência de apenas uma categoria de Professor;

- Garanta a contagem integral de todo o tempo de serviço prestado;

- Estabeleça um modelo de avaliação pedagogicamente construído, tendo em conta a especificidade do exercício profissional da docência;

- Valorize a componente lectiva, expurgando do horário dos docentes os cada vez maiores tempos destina- dos a tarefas burocráticas e outras actividades sem interesse pedagógico;

- Elimine todos os mecanismos criados para afastar da profissão, docentes que são necessários às escolas,designadamente a espúria prova de ingresso.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Dia de ELIMINAÇÃO



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Onde será isto?


DÁ-SE UMA GRELHA PARA QQ TIPO DE GRELHADO( interior ou exterior;valido ou invalido; perene ou caduca))

Primeiro ou penultimo argumento?

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Este filme é Português?


Erro faz vinho sair pelas torneiras numa cidade italiana
Moradores da cidade italiana de Marino, na região central do país, foram surpreendidos com o que parecia ser um milagre: das torneiras de suas casas começou a jorrar vinho branco, em vez de água...

O inusitado incidente ocorreu no último domingo, durante a abertura da 84ª edição da Festa da Uva de Marino – a mais famosa festividade do estilo no país.

Tradicionalmente, para marcar o início da Festa, milhares de moradores fazem uma contagem decrescente à volta da Fonte dei Quattro Mori, no centro da cidade, para ver a «transformação da água em vinho», quando a fonte passa a jorrar, ao invés de água, uma boa qualidade de vinho branco.

Todos os anos, a Fonte é abastecida com barris de três mil litros de vinho para garantir o sucesso das celebrações. No entanto, os responsáveis pelo abastecimento das fontes de água espalhadas pelas ruas da cidade giraram a alavanca errada no momento da abertura da Festa e, em vez de enviarem vinho para a Fonte, mandaram a bebida para casas da cidade.

Algumas donas de casa de Marino – que possui cerca de 40 mil habitantes – estranharam o odor familiar que saía das torneiras e foram as primeiras a notar que não se tratava de água.

Uma moradora estranhou o cheiro quando limpava o chão de sua casa. Mas não reclamou, porque considerou o odor agradável. O mesmo ocorreu noutros condomínios.

Muitos acreditaram tratar-se de um milagre da Virgem do Rosário, a padroeira da Festa da Uva mais famosa da Itália.

Sem saber o que se passava nas casas, milhares de moradores, que aguardavam ansiosos a abertura das festividades com copos de plástico nas mãos, decepcionaram-se ao ver jorrar da Fonte nada mais do que água.

As autoridades avisaram que o problema seria solucionado o mais rápido possível e, depois de dez minutos, o vinho começou a jorrar da Fonte normalmente.

Segundo o presidente da câmara de Marino ainda não se sabe a quantidade exacta de vinho que foi desperdiçada.
De acordo com ele, o incidente ocorreu devido a uma falha humana, que deve ser minimizada.
«Foi um erro técnico não previsto, que acabou por se transformar numa coisa simpática para as pessoas», disse o presidente à BBC Brasil.
«É uma coisa que pode acontecer, porque o trabalho é todo feito manualmente», afirmou.
"Resolvemos tudo em poucos instantes sem gerar qualquer problema para quem estava na festa e para quem ficou em casa naquele momento", disse Palozzi

Vai uma "Empanadita" de...????


de que te parece?

1,50 E por cada levantamento ATM??? assinem a petiçao


http://www.petitiononline.com/bancatms/petition.html

Os jornalistas são tão-pouco "compreensiveis"...


Empresa do "Magalhães" arguida em processo de fraude fiscal


A empresa de informática J.P. Sá Couto, produtora do computador Magalhães, revelou ser arguida num processo de fraude fiscal relativo a 2000 e 2001 em que o Estado português lhe exige perto de 72 mil euros.

Em comunicado assinado pelo presidente do conselho de administração, Jorge Sá Couto, a empresa de Matosinhos adianta que é ainda arguido no processo um dos seus administradores, sendo reclamados pelo Estado 71.620,54 euros.

"Esta notícia é pública há vários anos, tendo sido publicada na comunicação social nessa altura", refere a J.P. Sá Couto, salientando ter, "oportunamente", entregue a sua "contestação" e aguardar agora "serenamente o desfecho do julgamento".

Afirmando a sua "plena convicção de que a verdade será reposta", a empresa garante que, nos seus 19 anos de actividade, "tem sido um modelo de contribuinte exemplar".

Acrescenta ainda que, "aquando do acontecimento, foram informados todos os fornecedores e entidades bancárias dos factos em causa".

Segundo foi hoje noticiado pela Rádio Renascença, a J.P. Sá Couto e o seu administrador João Paulo Sá Couto (irmão de Jorge Sá Couto) é acusada da prática dos crimes de associação criminosa e de fraude fiscal, juntamente com mais 39 arguidos.

Em causa estará um "mega fuga e fraude ao IVA" no ramo da informática, num esquema vulgarmente designado por "fraude carrossel" em que a empresa de Matosinhos alegadamente assumiria a posição de elo final.

Neste esquema, os mesmos bens são sucessivamente transmitidos, em círculo, entre diversos operadores sedeados em pelo menos dois Estados da União Europeia, não sendo o valor do IVA devido entregue por pelo menos um operador no seu país.

Nos termos da acusação, citada pela Renascença, a J.P. Sá Couto terá tido como contrapartida um lucro de cerca de 4% sobre o valor da mercadoria facturada.

Ainda segundo a Renascença, acoplado à acção penal estará um pedido civil em que o Estado português reclama mais de 5 milhões de euros, acrescido de juros de mora.
Estatísticas



t

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O que é estar aqui assim, a Postar?


"(...) penso no absurdo de escrever. De estar a escrever quando podia estar com os amigos, ir ao cinema, ir dançar que é uma coisa de que gosto... mas não, um tipo está ali e é um bocado esquizofrénico. (...) Há sempre uma parte subterrânea nas obras de arte impossível de explicar. Como no amor. Esse mistério é, talvez seja, a própria essência do acto criador. (...) Quando criamos é como se provocássemos uma espécie de loucura, quando nos fechamos sozinhos para escrever é como se nos tornássemos doentes. A nossa superfície de contacto com a realidade diminui, ali estamos encarcerados numa espécie de ovo... só que tem de haver uma parte racional em nós que ordene a desordem provocada. A escrita é um delírio organizado."

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

ISTO DE GOSTAR DE ALGUÉM (vale bem ser lido..)


ISTO DE GOSTAR DE ALGUÉM


"Esta coisa de gostar de alguém não é para todos e, por vezes – em mais casos do que se possa imaginar – existem pessoas que pura e simplesmente não conseguem gostar de ninguém. Esperem lá, não é que não queiram – querem! – mas quando gostam – e podem gostar muito – há sempre qualquer coisa que os impede. Ou porque a estrada está cortada para obras de pavimentação. Ou porque sofremos de diabetes e não podemos abusar dos açucares. Ou porque sim e não falamos mais nisto. Há muita gente que não pode comer crustáceos, verdade? E porquê? Não faço ideia, mas o médico diz que não podemos porque nascemos assim e nós, resignados, ao aproximar-se o empregado de mesa com meio quilo de gambas que faz favor, vamos dizendo: “Nem pensar, leve isso daqui que me irrita a pele”.

Ora, por vezes, o simples facto de gostarmos de alguém pode provocar-nos uma alergia semelhante. E nós, sabendo-o, mandamos para trás quando estávamos mortinhos por ir em frente. Não vamos.. E muitas das vezes, sabendo deste nosso problema, escolhemos para nós aquilo que sabemos que, invariavelmente, iremos recusar. Daí existirem aquelas pessoas que insistem em afirmar que só se apaixonam pelas pessoas erradas. Mentira. Pensar dessa forma é que é errado, porque o certo é perceber que se nós escolhemos aquela pessoa foi porque já sabíamos que não íamos a lado nenhum e que – aqui entre nós – é até um alívio não dar em nada porque ia ser uma chatice e estava-se mesmo a ver que ia dar nisto. E deu. Do mesmo modo que no final de 10 anos de relacionamento, ou cinco, ou três, há o hábito generalizado de dizermos que aquela pessoa com quem nós nos casámos já não é a mesma pessoa, quando por mais que nos custe, é igualzinha. O que mudou – e o professor Júlio Machado Vaz que se cuide – foram as expectativas que nós criamos em relação a ela. Impressionados?

Pois bem, se me permitem, vou arregaçar as mangas. O que é díficil – dizem – é saber quando gostam de nós. E, quando afirmam isto, bebo logo dois dry martinis para a tosse. Saber quando gostam de nós? Mas com mil raios, isso é o mais fácil porque quando se gosta de alguém não há desculpas nem “ ai que amanhã não dá porque tenho muito trabalho”, nem “ ai que hoje era bom mas tenho outra coisa combinada” nem “ ai que não vi a tua chamada não atendida”.

Quando se gosta de alguém – mas a sério, que é disto que falamos – não há nada mais importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há sms que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a passar num sítio sem rede, porque a minha amiga não me deu o recado, porque não percebi que querias estar comigo, porque recebi as flores mas pensava não serem para mim, porque não estava em casa quando tocaste.

Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campaínha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso. Quando se gosta de alguém – e estou a escrever para os que gostam - vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante, do que nós."

o dece-pedo! ...de quem?


No reinado de D. Afonso V feriu-se a batalha de Toro, entre Portugueses e Castelhanos. O nosso rei julgava-se com direito à coroa de Castela, pelo seu noivado com a filha de Henrique IV. Os Castelhanos venceram os Portugueses, numa lutarenhida, em que se distinguiu D. Duarte de Almeida, que só largou a bandeira quando lhe deceparam os dois braços»