domingo, 10 de agosto de 2008

Por favor esclareçam-me. A Lingua Portuguesa é muito traiçoeiraaaaa



Se eu quero fazer uns carapaus com arroz de tomate e manjericão e me faltam os legumes, desço à rua e no pomar pergunto:
“ Sr. Antero, tem tomates?”


Ou:
“Sr. Antero, queria um kilo e meio de tomate!”

8 comentários:

Anabela Magalhães disse...

Querias ou queres?

CLAP!CLAP!CLAP! disse...

Quiz+Quero+Queria+Quererei...

Raul Martins disse...

Ai a Língua Portuguesa!
Este post fez-me lembrar uma situação, em Vila Flor, em pleno Agosto, no parque de campismo, quando fui à mercearia do parque comprar tomate. Depois de comprar o “produto”, fui atrás da mercearia para o lavar. Minutos depois só sei que ouvi imensas gargalhadas na entrada da mercearia. Eram alguns dos elementos do meu grupo que riam perdidamente. E porquê? Aqui vai: Vieram á minha procura e perguntaram à dona da mercearia se me tinham visto. Resposta dela: Está ali atrás a lavar os tomates.
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E a talhe de foice lembrei-me de outra, do tempo do seminário, quando o Irmão Moisés (responsável pela quinta do seminário - naquela altura a quinta dava o leite, a carne, os legumes... tudo... e até o pão que lá se fazia era uma maravilha) se virou para o irmão Fonseca e lhe perguntou: - Ó Fonseca, não viste por ai a minha mangueira? - Sim, respondeu o irmão Fonseca, está ali no meio dos tomates. E nós que por ali passávamos, às escondidas, porque íamos aos Dióspiros, rimo-nos desalmadamente e lá tivemos que disfarçar e ficaram os dióspiros para outra altura.

Anabela Magalhães disse...

A língua é traiçoeira é!

Maria do Carmo Cruz disse...

A língua é traiçoeira? Que infâmia! Nada disso - ela sofre é agressões sem fim e nós temos a mania dos eufemismos. Chamar tomates a qualquer outra coisa que não seja os frutos do tomateiro é que é problemático. E essa tua conversa, Raul,de terem pensado logo noutras coisas por causa da mangueira tem a ver com um aforismo alentejano (aceitável naquela idade e naquele local): "Em que pensa o porquinho? Na bolota!" Olha, voltando ao tomate, quando eu no sábado já estava de partida da aldeia, passei por um vizinho, mais velho que eu, o sr. José Felício, que me mandou parar e disse:" Espere um bocado que eu vou a casa. Tenho lá uns tomates para si que são uma beleza!". Sorri, também pensei como o porquinho, salvo seja, e realmente os tomates são um espanto. Tenho-os ali no frigorífico como prova do delito...
Não assino. Acho que me excedi com o entusiasmo do reencontro...

CLAP!CLAP!CLAP! disse...

Abozinha: Aqui toooodos se têm portado bem,exceptoo eu que continuo a abusar do meu fígado-fígado, mesmo!

Maria do Carmo Cruz disse...

E com quê é que tu abusas do fígado, pode-se saber? E por que repetiste "fígado-fígado"? Escuso de ficar preocupada? Avó

CLAP!CLAP!CLAP! disse...

Fígado-fígado para não se confundir com as bodinhas do fígaro!