domingo, 27 de julho de 2008

Contrariamente ao dito popular do "filho que bate na mãe"


O dia 24 de Junho de 1128 é uma data provável mas, poderá dizer-se que terá acontecido... até ao dia 3 de Agosto, porque no documento de doação do couto do Mosteiro do Pedroso, é declarado o infante Afonso como o princípe de todo o Portugal.
* Vitória das forças aglutinadas da nobreza portucalense em torno de D.Afonso Henriques, contra as de Fernão Peres de Trava, Rainha D. Teresa, - amante de D. Fernão, como já havia sido do irmão deste, Bemudo Peres de Trava - e do arcebispo de Compostela D. Diego Gelmirez, que pretendia impor o primado de Compostela sobre o de Braga.
* Contrariamente ao dito popular do "filho que bate na mãe", foram os cavaleiros fiéis a D.Teresa, vindos de Coimbra e de Viseu, que se dirigiram a Guimarães, para submeter D.Afonso Henriques.
* A batalha campal deu-se, portanto, perto daquele castelo. Dela resultou a substituição dos detentores do poder no Condado, que escolheram o infante Afonso para seu chefe, recusando-se a aceitar a política que proclamava a constituição de um reino que englobasse a Galiza e Portugal. Pode pois considerar-se S. Mamede como a primeira pedra lançada para se edificar a independência de Portugal.
* Há uma tese, condenatória do jovem infante, pela sua atitude para com a mãe, após a Batalha de S. Mamede, aprisionando-a no castelo de Lanhoso, dizendo tal tese que a acção seria merecedora do "castigo divino" recebido anos mais tarde pelo seu próprio sofrimento, após a derrota sofrida em Badajoz. É a própria Dona Tareja quem "escreve", como consta da IV Crónica Breve de Stª. Cruz de Coimbra: - "Afonso Anriquez, meu filho, prendeste-me e meteste-me em ferros. Rogo a Deus que preso sejades, assi como eu sõo. E porque me metestes nos meus pees ferros, quebrantadas sejam as tas pernas com ferros e deserdaste-me da terra que me leixou meu padre, e quitaste-me do meu marido. E mande Deus que se compra esto." Sabe-se contudo, por análise de documentos autênticos, que pouco tempo depois desta data já se encontravam, Dona Teresa e Fernão Peres de Trava, absolutamente livres lá para as terras dos Trava, na Galiza.
* Este casal, D. Teresa e Fernão Peres, viveram muitos anos em "comunhão de leito", do "enlace" nascendo duas filhas. O primeiro amor "proibido" da mãe do jovem Afonso Henriques, D. Bermudo, havia casado, em 1121, com a filha de Dona Teresa, Dona Urraca Henriques.
* No entanto, parece que as artes de bruxaria da Rainha deposta por D. Afonso I, eram bastante fortes, se atentar-mos no facto de a praga acabar por encontrar eco quando D. Afonso Henriques colocou cerco a Badajoz, importante praça então em poder dos mouros. D. Afonso e Geraldo Geraldes levavam as suas hostes à vitória...quando a sorte das armas se virou contra eles - até pela "traição" do Rei D. Fernando II, de Leão, que veio em ajuda dos mouros - e D. Afonso, depois de uma perna partida numa das portas da cidade, teve de jurar ao futuro genro, D. Fernando, que renunciava a todas as terras a norte do Rio Minho. Acontece, porém, que a dita "profecia" da Rainha D. Teresa apenas foi escrita pelos cronistas muitos anos depois da batalha de S. Mamede... e do cerco de Badajoz.
* Resta dizer, como final desta história, que D. Fernão Peres de Trava regressou ao Reino de Portugal, pelo menos, que se saiba, por duas vezes. Uma foi para confirmar algumas doações feitas à Sé de Braga. Outra das vezes, para oferecer à Sé de Coimbra uma propriedade que detinha em São Pedro do Sul. Isto foi feito em sufrágio da Dona Teresa, que faleceu em 1130.
E ASSIM SE VAI REPONDO A VERDADE DA HISTÓRIA!

10 comentários:

Maria do Carmo Cruz disse...

Oh CLAP, eu estou a acabar de ler "D. Teresa, Primeira Rainha de Portugal" e ou tu ou o autor do livro está enganado. Pois D. Teresa teria sido uma das mulheres mais inteligentes do seu tempo, apesar de ilegítima nunca se sbmeteu à irmã D. Urraca e não teria ficado provado que ela e Fernão Peres de Trava tivessem travado batalhas mais íntimas... Baralhaste-me e agora em que é que ficamos? Xi, Avó

Anabela Magalhães disse...

Eu não sei de nada! Pois se nem com ela privei!!!!

CLAP!CLAP!CLAP! disse...

EU MANDEI PARA AQUI UM COMENTÁRIO DE TARDE E NÃO O VEJO??VIRAM-NO PASSAR? SERA Q SE DESPENHOU OU FOI DESVIADO PARA .....?

Anabela Magalhães disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
CLAP!CLAP!CLAP! disse...

Pois, a reputaçao!!! mas qual? a da rua? ou a da praça?

Anabela Magalhães disse...

Que lata! Ainda agora aqui deixei um comentário e ele já não está aqui!!!! Removido por um administrador deste blogue! Jamé, mas jamé me tinha acontecido uma coisa destas! Neste blogue HÁ CENSURA!

CLAP!CLAP!CLAP! disse...

há se(n)cura sim, mas só quando se botam nomes possesssivos como no BI!
OK Dona? ou quer que lhe desfie a parentagem na blogóspera?
De tantas actas e desactas, olhe q eu ainda me lembro: AMMCFG
ahahhaa...
até ponho mapas com bolinhas a cores! quer?e depois vamos falar de sençura!!

CLAP!CLAP!CLAP! disse...

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kakakakkakaka

Anabela Magalhães disse...

Correcção automática de texto... AMMPCQMM. Assim é que é!

CLAP!CLAP!CLAP! disse...

A-sei
M-sei
M-sei
P
C-sei
Q-sei
M
M
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falta Guimaraes Matosinhos?