sábado, 20 de junho de 2009

Cantigas de amigo


Cantigas de amigo


Amigo, se mi gran ben queredes


Amigo, se mi gran ben queredes,
id'a San Mamed'e veer-m'-edes:
hoje non mi mençades, amigo.

Pois mi aquí ren non podedes dizer,
id'u hajades comigo lezer:
hoje non mi mençades, amigo.

Serei vosqu'en San Mamede do Mar,
na ermida, se mi o Deus aguisar:
hoje non mi mençades, amigo.




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Quando se é novo é para toda a vida


Quando se é novo é para toda a vida
"Espera comigo na loja do cidadão a fitar tudo num espanto de primeira vez, encantado, deve apaixonar-se por lagartixas, bolos de creme, anéis de feira, palhaços, ser uma desgraça no tracejado, como eu. Há muito tempo que não via tanta infância em ninguém."
10:54 Quinta-feira, 18 de Jun de 2009


Não sei a idade dele. Tem o cabelo branco, o bigode branco, rugas em parênteses sucessivos dos lados da boca, um dos olhos morto, sepultado no caixão das pálpebras, as mãos tremem um bocadinho à procura das coisas e dá-me a impressão que as coisas o ajudam aproximando-se, misericordiosas

- Agora podes

da dificuldade dos dedos. Quando estão viradas para esse lado as coisas são simpáticas, quando não estão escapam-se da gente, rolam, escorregam, caem no soalho, partem-se: é preciso tratá-las com bons modos ou apanhá-las distraídas, de costas para a gente, saltar-lhes para cima

- Já cá cantas

e as coisas, que remédio, aceitam. Então convém segurá-las pelo pescoço, de preferência com os dentes, e esmagar-lhes as vértebras num movimento rápido, como os leopardos fazem aos antílopes. Esmagar-lhes as vértebras talvez não seja boa ideia porque as coisas amolecem e deixam de servir. O melhor é seduzi-las devagarinho, sorrir-lhes, soprar piropos, adulá-las, pedir

- Anda cá copo, anda cá garfo

e pegar-lhes numa firmeza doce, a murmurar ternuras. Ao poisá-las, logo que vier a pergunta aflita

- Deixas-me assim?

responder

- Eu já volto

ou

- Depois telefono

e se as coisas estranharem

- Nem sequer tens o meu telemóvel

fingir que se toma nota no nosso, visto que vamos precisar delas de novo e convém manter uma relação de pré-namoro implícita. Quantas jarras não se quebram por falta de ternura, quantas tesouras desaparecem das gavetas, desiludidas connosco, quantas lâmpadas não se fundem na sequência de falta de carinho? E quando as casas deixam de gostar de nós e nos começam a enxotar para a rua? Quando as camisas perdem um botão de punho de propósito, sentindo-se abandonadas? E as nódoas que arranjam para se vingar da gente? A empregada lavou-as, engomou-as e elas

pumba

uma nódoa ressentida. Quem quiser ter paz não pode provocar as coisas, entristecê-las, tirar-lhes a esperança de um futuro em comum, senão a vida torna-se impossível: um pneu em baixo, a chave que a fechadura recusa, a caneta que perde a tinta a meio de uma frase, os iogurtes que levaram sumiço do frigorífico e ainda ontem lá estavam. Aproveitaram o outono para emigrar, como os patos bravos e as turistas suecas, e corre-se o risco de, ao entrar em casa, quase nem um móvel e um alicate, na poltrona, a magoar-nos a nádega. Apanhamos o alicate, exigimos explicações

- Como é que vieste aqui parar?

e explicação alguma, uma mudez feroz, ultrajada. Voltando ao início não sei a idade dele. Tem o cabelo branco

(não se esqueçam das coisas)

o bigode branco

(tive de mudar de esferográfica, aí têm a prova do que disse)

rugas em parênteses sucessivos dos lados da boca, um dos olhos morto, sepultado no caixão das pálpebras, as mãos tremem um bocadinho, ao expirar o bigode horizontal, ao inspirar mete-se-lhe na boca, a perna esquerda, mais complicada que a direita, de joelho acima ou abaixo do outro, arrasta-se num ímpeto tracejado

(o professor do liceu para mim

- A tracejado, burro, não a cheio

diabético e cruel, cheirando a rosas podres, e eu com medo que a tinta da china do tira-linhas pingasse

- Vê lá se pingas isso tudo, palerma)

o fato conheceu melhores dias, o nó da gravata desaparece num dos lados do colarinho

(oxalá esta esferográfica aguente, não fui amável com ela)

e, no entanto, não sei quê nele com dezoito anos, o sorriso, um meneio, uma aura de inocência, um apetite de caramelos e comboios de lata que não sou capaz de definir e lhe flutua em torno. Espera comigo na loja do cidadão a fitar tudo num espanto de primeira vez, encantado, deve apaixonar-se por lagartixas, bolos de creme, anéis de feira, palhaços, ser uma desgraça no tracejado, como eu. Há muito tempo que não via tanta infância em ninguém. Tira um relógio da algibeira

(um relógio de brinquedo, aposto, de ponteiros impressos no mostrador)

verifica as suas dez horas e dez horas perpétuas, volta a guardá-lo, satisfeito. Quantas vezes não desenhei relógios no pulso, com um pincel? Enquanto ele guarda o relógio aproveito para espreitar o meu e, a gouache encarnado, dez horas também, está certo. O único problema dos relógios desenhados é que se desbotam num instante, é preciso reforçar as dez horas dia sim dia não. Disse-lhe a exibir os meu ponteiros

- Nenhum de nós se atrasa

e ele, do fundo do bigode, a piscar-me o olhinho que sobra

- Sempre fomos pontuais não é?

isto afirmado não com a boca, com o único dente

(o que aconteceu às esferográficas que pifam umas atrás das outras?)

por sinal escuro, por sinal grande, se tivesse à mão uma lagartixa dava-lha, um comboio de lata, caramelos, encontram-se compinchas por todo o lado, quando o seu relógio de brinquedo e o meu relógio feito a pincel marcarem dez e meia

(dez e meia não, as aulas acabam ao meio-dia e meia)

fazemos uma corrida a ver quem chega mais depressa ao coreto do largo, perto do homem que vende castanhas no inverno e gelados no verão, podemos fumar um cigarro às escondidas, podemos tentar apanhar um pombo

(nunca consegui apanhar nenhum)

podemos comparar a profissão dos nossos pais e perceber qual é o mais importante, podemos fazer braço de ferro

(como sou canhoto com a esquerda ganho sempre)

podemos esquecer-nos um do outro que não faz mal porque arranjámos um amigo, vou-me à caixa do algodão da minha mãe, tiro um bocado, enrolo-o, aplico-o contra o intervalo entre o nariz e a boca e fico com um bigode muito maior que o dele.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Virgem


Azeite Virgem

O azeite virgem extra "Herdade do Esporão" 1º é um sumo natural de azeitonas previamente seleccionadas e colhidas no estado de maturação intermédio. Com uma acidez média, possui um aroma e um paladar fresco e frutado pouco inteso que o torna imprescindível na composição da saudável dieta mediterrânica. Possui inúmeras qualidades, entre elas: regula o colesterol, facilita as funções gástricas, beneficia o crescimento dos ossos.



Virgem - Acidez inferior a 1º


Serpa


Galega / Cordovil / Verdeal / Blanqueta / Cobrançosa


Verde Amarelado


Frutado verde


Fresco, ligeiramente amargo, algo picante

Avaliação cumprida a contra-gosto e com poucas consequências positivas


Conclusões do relatório do Conselho Científico para a Avaliação de Professores apontam várias deficiências na aplicação do modelo.
A maioria das 30 escolas e professores acompanhados pelo Conselho Científico para a Avaliação de Professores (CCAP) cumpriu a lei no que respeita ao novo modelo de apreciação de desempenho, produzindo instrumentos de registo, planeando a observação de aulas e definindo os objectivos individuais. Mas muitos fizeram-no com "discordância de fundo" e sem que o processo contribuísse para a promoção de "efectivas e melhores aprendizagens dos alunos".

"Tal desiderato não está ainda visível e deverá constituir a meta estruturante a prosseguir num processo desta natureza", lê-se no relatório elaborado pelo CCAP dedicado à monitorização da avaliação de desempenho dos professores.

Das visitas às escolas integradas na rede do CCAP, concluiu-se que "os resultados que vão para além do cumprimento do normativo são pouco visíveis, com excepção de algumas referências minoritárias ao aumento do trabalho colaborativo que as próprias dificuldades geraram em alguns contextos de escola".

Estas e outras conclusões já foram entregues à ministra da Educação que, em despacho enviado ao conselho, mostra-se disponível para manter o "simplex" da avaliação por mais dois anos.

De facto, são várias as dificuldades manifestadas por professores e escolas na aplicação do sistema de avaliação, criado em 2008, e que tem sido sucessivamente simplificado. Mesmo quando o Ministério da Educação (ME) tentou ajudar, algumas vezes os resultados foram os opostos. "As alterações legais introduzidas ao longo do processo, com o intuito de agilizar, simplificar e responder às reivindicações expressas publicamente pelos professores, constituíram afinal, para uma parte significativa dos informantes deste estudo, factores de perturbação", lê-se nas conclusões do documento.

Para os professores representados no CCAP que produziram este relatório a aplicação do modelo de avaliação deparou-se desde logo com um problema inicial. A publicação "tardia" do decreto que estabeleceu as novas regras, em Janeiro de 2008, o que "obrigou à sua aplicação num período demasiado curto para possibilitar a devida organização e apropriação gradual de todo o processo".

A prova, continua o CCAP, foi expressa "por movimentos de recusa, alteração caótica de rotinas, queixas de excesso de trabalho, alegado desconhecimento do 'como fazer' e críticas à formação disponibilizada".

Seguiu-se depois o momento de construir os instrumentos onde iam ser registadas as diferentes componentes de avaliação. O processo era novo e esta etapa acabou por transformar-se "no centro de toda a discussão e esforço, com manifesto prejuízo dos resultados". Entende o CCAP que os "meios instrumentais substituíram os fins e enviesaram o procedimento que se pretendia formativo e transformativo, tal como preconizado na legislação da avaliação do desempenho docente".

Às dificuldades reais, juntou-se todo o ambiente de contestação vivido no sector e a "ampla mediatização" dos movimentos de resistência, que acabaram por gerar "momentos de grande tensão e descontinuidade de alguns processos".Todos estes factores ajudam a explicar por que razão, de acordo com o levantamento do conselho científico, o excesso de ocupação se tenha concentrado em "cerca de 15 por cento dos docentes", mas o clima vivido tenha gerado uma "representação de que diria respeito à sua totalidade".

Nas conclusões do documento aponta-se como o "factor mais forte da resistência e do descontentamento manifestados" a aproximação da carreira docente às características das outras profissões da Administração Pública. Ou seja, a introdução da diferenciação, de hierarquias funcionais ou de quotas, "que não faziam parte da cultura e expectativas das escolas e professores".

quarta-feira, 17 de junho de 2009

BP







Baptista-Bastos: No DN HojeComentar


Entre a certeza e a contingência

por Baptista-BastosHojeComentar

Há anos, num semanário que por aí se publica, José Sócrates declarou, crudelíssimo e terrível: "Sou um animal feroz." A frase não permitia a mais exígua nesga de bondade. O homem queria apresentar-se à puridade com o estofo de um lutador indomável e o estilo de quem não hesita no uso do ditirambo. Foi gozado. Os gozadores esqueciam-se, ou ignoravam, que o exercício da política obedece a círculos concêntricos. Cedo, enfiaram a viola no saco. Com idêntica plenitude incensaram-no de rosa e levaram-no em ombros.

A Imprensa precisa sempre de vítimas e de carrascos, de santos com defeito e de heróis evasivos. Uns e outros fazem as primeiras páginas e alvoroçam os leitores. A vida dos jornalistas é uma triste configuração do Sísifo mitológico. A vida dos leitores é uma melancolia privada. Ambos rejubilam com um escândalo, por modesto que seja, ou com uma frase que passeie, desgarrada, por aqui ou por ali. Durante vinte e quatro horas, o bulício anima-os.

Sócrates beneficiou da reservada simpatia de profissionais da Comunicação que viam nele um Jacob a amarinhar pelas escadas, a caminho de um novo céu socialista. Falava desenvolto; enfrentava, empertigado, opositores, adversários e recalcitrantes; vestia caro, bom e bem; parecia não ter medo da força que apregoava. Varreu do léxico palavras e expressões presumivelmente associadas à ideia de compromisso. E também varreu a voz da rua, a angústia da rua, o drama da rua. Foi muito elogiado pelos grandes patrões, homens calculados, infalíveis e devotos.

O Governo dele tem sido este filme barato e negro, desprovido da tirania das emoções, frio, inclemente e rude. Sacudido pela derrota nas "europeias", fechou a cara e, sem impaciência nem tolerância, logo garantiu não "mudar de rumo." Eis o "animal feroz", cuja indiferença pelos outros é mais do que pejorativa. E aqueles que o julgam caído por terra, comentadores de prosa com mau hálito, abjurantes de nascença, já preparados para a viragem - que se acautelem. Para sobreviver às legislativas ele irá cerzir, aqui e ali, os rasgões provocados nesse tecido absurdo e espúrio, a que chamou "socialismo moderno" e, ligeiro e feliz, dirá "alguma coisa de Esquerda", também ela feliz e ligeira.

Deixem correr o tempo. O tempo é mais importante do que aquilo que com ele fazemos. Temos de reconhecer este facto para admitirmos que um homem cercado, como ele foi e tem sido, não cede com facilidade. Demais, Sócrates está inebriado de poder, e os que desse poder beneficiam não estão dispostos a dispensá-lo. Les jeux sont faits. Sócrates é, para eles, uma certeza; os eventuais outros, uma dúvida e uma contingência.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Today is Bloom's Day.

Today is Bloom's Day.
The anniversary of the day on which all the action and inaction of James Joyce's great novel Ulysses takes place..

Ulysses chronicles the passage of Leopold Bloom through Dublin during an ordinary day, June 16, 1904. The title parallels and alludes to Odysseus (Latinised into Ulysses), the hero of Homer's Odyssey (e.g., the correspondences between Leopold Bloom and Odysseus, Molly Bloom and Penelope, and Stephen Dedalus and Telemachus). Joyce fans worldwide now celebrate June 16 as Bloomsday.

seguimento da prática da "morabeza"


Terreno em Cabo Verde oferecido a Isaltino Morais “a título pessoal” O antigo primeiro-ministro de Cabo Verde, Carlos Veiga, disse hoje no Tribunal de Sintra que o terreno oferecido a Isaltino Morais naquele país foi um reconhecimento "a título pessoal" do empenho do autarca na geminação de Oeiras com São Vicente.
"O terreno foi uma doação por tudo o que Isaltino Morais (presidente da Câmara de Oeiras) fez por São Vicente. Não me surpreendeu. Foi doado na qualidade pessoal por tudo o que ele fez, pelo empenhamento dele", disse o primeiro-ministro de Cabo Verde entre 1991 e 2000.

Carlos Veiga adiantou ter tido conhecimento desta doação através de antigos vereadores da câmara de São Vicente, da sua cor política, justificando que o terreno foi doado a Isaltino Morais "a título pessoal" e não enquanto presidente da Câmara de Oeiras.

O ex-primeiro-ministro cabo-verdiano negou ainda que Isaltino Morais tenha pressionado o antigo presidente da câmara municipal de São Vicente Onésimo da Silveira para que este lhe doasse o terreno na praia do Calhau como contrapartida pelo acordo de geminação, através do qual este município de Cabo Verde conseguiu vários equipamentos.

"Se a doação fosse dada à Câmara de Oeiras não traduziria a relação de morabeza (amizade e amor) que os cabo-verdianos sentem por ele. É impossível alguém ter um ascendente sobre o senhor Onésimo da Silveira, que foi meu adversário político", disse Carlos Veiga perante o colectivo de juízes.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

é assim?

Prémio

"O selo do prémio Lemniscata foi criado a pensar nos blogs que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos seus leitores."

Recebi o prémio das mãos do editor Ramiro Marques, do blogue ProfAvaliação, a quem agradeço a paciência de ainda me ler ao fim de todo este tempo que já vai longo.
Cabe-me repassar este selo a 7 blogues considerados merecedores de o receber, devendo eles proceder de igual modo.
O significado de LEMNISCATA: “curva geométrica com a forma semelhante à de um 8; lugar geométrico dos pontos tais que o produto das distâncias a dois pontos fixos é constante.”
Lemniscato: ornado de fitas do grego Lemniskos, do latim, Lemniscu: fita que pendia das coroas de louro destinadas aos vencedores(In Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora).
Acrescento que o símbolo do infinito é um 8 deitado, em tudo semelhante a esta fita, que não tem interior nem exterior, tal como no anel de Möbius, que se percorre infinitamente.
Texto da editora de "Pérola da cultura".

E agora nomeio:

http://antero.wordpress.com/ porque continua a fazer-me rir.

http://wwwmeditacaonapastelaria.blogspot.com/ porque é uma lufada de ar fresco irreverente.

http://olhaiosliriosdacampos.blogspot.com/ porque é ainda um bebé... mas que luta de carago!

http://clapclapcalppp.blogspot.com/ porque é imprevisível.

http://quenpuxoessepapelnaporta.blogspot.com/ porque me põe com a cabeça no Norte de África e a ler Galego.

http://revisitaraeducacao.blogspot.com/ pela sobriedade, elegância e sorriso com que nos recebe.

http://tempodeteia.blogspot.com/ porque é um blogue excepcional.
Publicada por Anabela Magalhães em 0:07 14 comentários Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas: Prémios

ESTA É PRO MEU AMIGO HELDER -FUGIDIO...

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiQHSNtXaaVriD4a5pVu8PnjBEq34mYNizPlZyUpIfUQwHUTECrQDOXC1RMxyzBNZuwipBs5hPNEwODr-ZmASlczEX4EmD0UVcmnKtLKgdAwE3efxsGtrV_pElNxIi6R7InOKsYOE0BJ-Z8/s1600-h/Pr%25C3%25A9mio+Lemniscata.jpg

aparelhar...

quem se lembra que ponha o coiso no ar...

pq era dedicado o à causa publica, merece o meu respeito

domingo, 14 de junho de 2009

CHINESES EXPULSOS DA MADEIRA!


Um empresário chinês foi detido esta semana no Porto Santo pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), três meses depois de ter sido visado por um abaixo-assinado subscrito por empresários da ilha.

A operação do SEF culminou em Tribunal na passada quarta-feira com a ordem de expulsão do emigrante e teve como primeira consequência o encerramento da loja de pronto-a-vestir que tanto deu que falar na ilha.

Três meses antes, quando o comerciante se preparava para abrir o negócio, 90% dos empresários porto-santenses do ramo de pronto-a-vestir e acessórios puseram a circular um abaixo-assinado contra a abertura de mais uma loja chinesa.

"Uma invasão"que "põe em risco os estabelecimentos existentes e os postos de trabalho", dizia o documento entregue na autarquia porto-santense. O abaixo-assinado chegou também à Associação Comercial e Industrial do Porto Santo (ACIPS) que, de forma célere, tratou de encaminhar a reivindicação do tecido empresarial do sector para o SEF, para a Inspecção das Actividades Económicas e para a Direcção Regional dos Assuntos Fiscais.

As diligências deram frutos. Não no primeiro mês, nem no segundo, mas no terceiro. O SEF deteve o comerciante chinês por permanência ilegal no país, levou-o a Tribunal que decretou a sua expulsão.
O SOS Racismo estranha esta actuação, acusando o SEF de ceder a pressões populistas.

"Em tempos de crise é usual o SEF utilizar rasteiras e manobras para desmotivar os emigrantes que tenham estabelecimentos em Portugal", acusa Mamadu do SOS Racismo . A se confirmar este tipo de actuação no Porto Santo, Mamadu diz que o Ministério da Administração Interna tem o dever de pronunciar-se sobre o que considera ser uma "chantagem demagógica".

O SOS Racismo também não compreende a postura do Tribunal. Independentemente do tipo de visto (permanência ou de residência), o emigrante em situação ilegal teria pelo menos 10 dias para regularizar a situação a contar da data em que foi detectada a situação pelo SEF.

"Mesmo com o visto caducado o próprio comerciante pode dirigir-se ao SEF para pedir a prorrogação de visto e pagar uma coima por permanência ilegal. No caso de ter visto de residência ou de permanência tem um período não inferior a 10 dias para esclarecer e/ou justificar a situação", explicou o dirigente da organização.

Mas àquilo que Mamadu denomina de "manifestação vergonhosa de racismo", o presidente da ACIPS chama de "concorrência desleal". "Essa gente tem que estar a operar no mercado em igualdade de circunstâncias, se estão no Porto Santo sem produtos de qualidade, sem guias de remessa, não se sabe se têm contabilidade, podem estar a fazer dumping", diz António Castro, salientando o facto de os investidores estrangeiros estarem isentos do pagamento de impostos durante os primeiros cinco anos de actividade.

Já o SOS Racismo, insiste, que o preconceito é fruto da ignorância.

King for a Day


mais 999 peças...

to do;done; done

RM


Robert Morris
"A Method For Sorting Cows"

published in Art and Literature 11 (Winter 1967)


It is essential to have a long corridor or alley with a large room or pen off to one side and approximately halfway between the ends of the corridor. naturally the more cows being sorted the longer the corridor and the larger the pen. Two men are required to sort cows in the method presented here -- it can be done by one man but the effort required -- the running, the stumbling, the falling, the sweating, the panic of the animals -- all of these things make it impractical. Essentially, the 2-man method is as follows. The cows are driven into the corridor past the gate of the room or pen. The gate to the room or pen must swing open toward that end of the corridor where all of the cows are crowded. The first man continues with cows past the gate. The second man stops at the gate; he is the gate man. The other man is the head man and makes all the decisions. When sorting cows the gate man's subordinate station should be well understood. He must, for the sake of efficiency and safety, never question the head man's decisions. Now imagine that the head man is down by the cows at the end of the corridor, always keeping himself between the gate man and the cows and keeping the cows crowded up against the far end of the corridor. He can do this easily by making fidgeting gestures. This keeps the necessary level of nervousness up among the cows -- so long as the cows are milling around the head man can tell that he has them in the palm of his hand so to speak. When ready to sort the head man brings the cows to attention by suddenly raising both arms straight out, bending both knees slightly into a kind of ply, dropping the upper part of his body and at the same time jumping with the lower. The head man should practise this motion until it is a smooth movement, yet one which transforms his entire being into a state of absolute alertness, potentiality and authority. A good head man will transfix upwards of 30 cows with such a motion. After the ready-to-sort movement is made and the cows are stock still, nearly hypnotized, the gate man should place his feet well apart and get a good grip on his gate. He should be slightly crouched and concentrating on the head man. Slowly the head man will straighten up and walk toward the cows, keeping just to the right of center, if the gate is on the left. The cows will inch toward the left side as he inches toward the right. A crowding will occur in the left corner until one cow will bolt out and down the left side of the corridor past the head man. But this is exactly what the head man wants. he knows just what to do with this cow: as it bolts he screams "by" or "in". If it is the former the gate man flattens himself against the gate and attempts to become part of the wall; if it is the latter, he immediately springs out into the corridor pulling the gate open at about a 60-degree angle. The cow will dart into the pen and he slams the gate and freezes to immobility and intense concentration on the head man. The inching toward the right on the part of the head man, a cow bolting, the in or by scream, the immobility or action on the part of the gate man -- so it goes until all of the cows except the last have made their exit from the end of the corridor. The last cow is approached by the head man in a more lyrical and less tense way; usually the last cow is also somewhat more relaxed and knows what is expected of him. One might say that the last cow is "shooed" since the expert timing of the head man is now not required. The cow will usually trot rather than bolt down the corridor to its destined in or by place. The head man must then turn to his gate man and say, "That's the one we're looking for."

da minha janela...

2012-Capital Europeia da Cultura



Já se encontra em circulação a última edição do Boletim da Sociedade Martins Sarmento, cujo editorial se reproduz aqui:

Ganhar balanço

No final do século XIX, Guimarães passou por um profundo processo de transformação económica, social e cultural, iniciado nos primeiros anos da década de 1880. O momento de viragem aconteceu no ano de 1884. A partir daí, Guimarães nunca mais voltou a ser a mesma. Iniciava-se um ciclo cujo principal esteio económico foi a industrialização, em especial no sector têxtil. Nos tempos que vão correndo, ninguém ignora que esse ciclo já se encerrou. Hoje, Guimarães estende-se por um território economicamente deprimido, abeirando uma profunda crise social. É tempo de arregaçar as mangas e de encontrar novos caminhos.

A oportunidade, desafiante e mobilizadora, está aí. Dentro de pouco mais de dois anos e meio, Guimarães irá assumir-se, por um ano, como um dos centros culturais da Europa. Cabe-nos aproveitar a oportunidade e projectar os resultados dessa experiência para além de 2012. Os vimaranenses estão colocados perante um desafio com uma dimensão incomparavelmente superior a qualquer outro a que esta cidade foi chamada a dar resposta ao longo da sua história. Bem aproveitado, permitirá dar um novo impulso de vitalidade a Guimarães e à sua região, permitindo-lhe encontrar novos rumos para a ultrapassagem do estiolamento social e económico.

2012 apresenta-se como um desafio cultural único, mas também como uma importante oportunidade económica. Guimarães deve maximizar as condições de que dispõe para apostar num processo de desenvolvimento sustentado, já não ancorado nas indústrias tradicionais, mas impulsionado pelas novas indústrias culturais, ligadas ao património, ao turismo, ao conhecimento, às artes, à criatividade, à ciência. Para tanto, importa que a Capital Europeia da Cultura seja mais do que um imenso rol de eventos efémeros. Dela devem ficar mais do que memórias, sendo vital que concorra para a formação de mais-valias económicas, sociais e culturais. Para tanto contribuirão, certamente, os novos equipamentos que se projectam com 2012 no horizonte, como o CampUrbis, a Plataforma das Artes ou a Casa da Memória. Mas, não menos importante, será a aposta na formação de recursos humanos e na criação de emprego especializado e altamente qualificado no âmbito das indústrias culturais e criativas. Para tanto, será necessário arrojo e espírito de iniciativa, que não se pode fechar nos limites do investimento público.

A viragem de Guimarães para a modernidade, ocorrida em finais do século XIX, brotou da necessidade, mas também da determinação, do empenho e da energia criativa dos vimaranenses, que lançaram sementes que frutificaram por largas décadas. Assim também acontecerá, estamos certos, com o mergulho no futuro que seguirá à Capital Europeia da Cultura.

A Direcção da Sociedade Martins Sarmento

sábado, 13 de junho de 2009


Crido Cenhor,
Quero candidatarme pro logar de ceqretária que vi no jurnal. Eu Teclo muito de pressa con um dedo e fasso contas de sumar.
Axo que sou boa ao tefone em bora seija uma peçoa do povo,
Tou á respondere ao luguar de ceqretária, que li no jurnal
O meu selário tá aberto há discução pra que possa ver o que me quer pagar e o Cenhor aja qu’eu meresso,
Pósso cumessar imediatamente. Agradessida em avanso pela sua resposta.
Cinceramente,
Catia Vanessa Estrela
PS : Proque o meu currico é muinto piqueno, abaicho tem 1 foto minha.

hoje estava assim...

O PRAZER DA LEITURA


Por este andar, inda acabo colecionando calendários da Serralharia almeida!

Vem aí chumbaria!!

A NOTÁ-RIA??
A-NOTA-AÍ?
NOTA-SE ??

Antiga notária devolve documentos desaparecidos
Por Felícia Cabrita
Na sequência da notícia do SOL sobre a descoberta de cópias de documentos da venda de um apartamento à mãe de José Sócrates, uma ex-notária entregou esta manhã ao 21.º Cartório Notarial de Lisboa um conjunto documentos até agora desaparecidos

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Lídia Menezes, de 75 anos, compareceu logo de manhã no 21.º cartório notarial de Lisboa para entregar vários dossiês de documentos desaparecidos do cartório.

Segundo uma fonte contactada pelo SOL, a antiga notária alega que os documentos foram levados por uma ex-funcionária entretanto falecida, que os entregou a Lídia Menezes pouco antes da sua morte.

Na ausência da actual notária, Luísa Vieira, os dossiês foram colocados num caixote selado e só serão analisados na segunda-feira. Para já, desconhece-se o conteúdo dos mesmos.

O desaparecimento de documentos relativos a transações imobiliária realizadas entre a offshore Stoldberg Investments Limited e Maria Adelaide Monteiro, mãe do primeiro-ministro José Sócrates, já tinha sido noticiado pelo SOL e motivou um inquérito instaurado pelo Ministério Público.

Esta sexta-feira, o SOL faz manchete com a descoberta de cópias autenticadas destes documentos no 2.º Cartório Notarial de Lisboa.

Os papéis mostram que a offshore Stoldberg Investments Limited tem como procuradora uma portuguesa que vive com o líder de um grupo imobiliário perseguido em França por ligações à Camorra e que reside agora no Algarve.

SOL

bibó coiso


Que me folga tanto as costas...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

9 de junho (duas frentes)




imagina como é que a cozinha ficou!!
as 20:30 tinha de estar em casa da Tia Ana Maria; ás 10:00 no cineclub tb aniversariante...
Nota: a pequena camada branca fininha na cobertura, não é acucar nao!!!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

fiquei tao deprimido cuestas eleiçoes que


me vou daqui para FORA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
quero um bun-ga-low!!!

X5


Um blogue de Joaquim Carlos
Domingo, Junho 07, 2009
PS, UMA QUÍNTUPLA DERROTA
ASS é a cara de uma 'quíntupla derrota', na expressão feliz de Maria João Avilez:
1. do candidato Vit(r)al Moreira,
2. do poder espectaculoso e encenatório do PS,
3. do secretário-geral e do Governo e
5. do Partido Socialista.