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terça-feira, 7 de julho de 2009

O terceiro foi


acreditar nos mitos por si criados e na propaganda por si encomendada.
Pensou que a Europa fazia líderes nacionais. Por outras palavras, que o êxito do Tratado de Lisboa faria dele um primeiro-ministro português inamovível e invulnerável. Por uns anos, pelo menos.
A essa ilusão acrescentou-se um erro de paralaxe: a certeza de que o êxito do Tratado de Lisboa era seu. A mitologia das obras públicas, da tecnologia e da "sociedade de informação" são outros exemplos destas crenças adolescentes, segundo as quais as grandes obras criam emprego, a tecnologia faz empresários e os computadores geram cultura e capacidades profissionais. Esta mitologia foi servida pela mais poderosa máquina de propaganda jamais criada em Portugal ao serviço de um governo. Assessores, consultores, agências, jornalistas, escribas, empresas especializadas e regras de comportamento e protocolo regularam a vida pública com uma minúcia inédita.
Algures a meio do mandato, os governantes começaram a acreditar no que mandavam dizer de si e no que os seus servidores inventavam para os bajular.

O resultado era previsível: desligaram do país que não se resumia à criação dos especialistas. Foi este clima que explicou, em parte, a maneira desastrada como o primeiro-ministro se defendeu mal nos processos que o atingiram mais directamente, incluindo o do Freeport.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O segundo foi a ausência de um plano B.



A intenção primordial era simples: pôr em ordem, durante três anos, as finanças públicas.
Arranjar uma reserva, uma "folga para gastar no quarto ano e vencer eleições.
A crise financeira espatifou tudo.
A "folga" serviu para colar cacos, comprar pensos, reparar avarias e apagar fogos.
Esta ausência de plano B ficou a dever-se também à ausência de um plano sério.

domingo, 5 de julho de 2009

os sete erros fatais de SOKAS ( de domingo a domingo)


PRIMEIRO:
Declarar guerra a vários inimigos antes de ter planos preparados e tropas prontas.
No dia de tomada de posse atacou os magistrados. Todos. Culpados e preguiçosos. Depois, não conseguiu nem soube fazer a reforma da justiça.
Nos dias seguintes, os professores levaram a sua conta. Mandriões e incompetentes.
No fim do mandato, era a guerra civil e tudo está por fazer.