segunda-feira, 15 de setembro de 2008

suspeitava, mas agora...


tenho a certeza que já pertencemos a um futuro, e que ela passa, inevitavelmente pelo que formos capazes de "aqui-sermos"...

http://www.josesaramago.org/

domingo, 14 de setembro de 2008

façam qualquer coisinha...


Chamem tres ambulancias do Conde Ferreira...
Liguem para a polícia e digam que o que viram...

Aquilo é que é um escritor


O Nobel da literatura para Sócrates.

O primeiro ministro fala de uma maneira esquisita. Enreda-se nos assuntos e aquilo que diz fica tão embrulhado que não se chega a perceber se está a falar ou a chupar alguma pastilha para a azia.


Frase 1 - "As mudanças que fizemos na educação foram orientadas por um desejo honesto de um Governo honesto que quis apenas aplicar um programa para servir o interesse geral."
Frase 2 - "Nenhum programa político pode ter sucesso na economia global sem uma aposta na educação".
Frase 3 - "O nosso programa político visa um país mais competitivo, mas também um país mais justo, onde ninguém fique para trás. O nosso país tem desigualdades, que são verdadeiramente causadas por desigualdades na educação".
Frase 4 - "As mudanças introduzidas nos últimos três anos criaram um verdadeiro movimento nas escolas públicas. Quem honestamente e objectivamente olhar para a escola de hoje e a comparar com a realidade de há três anos atrás, não pode deixar de concluir que está melhor".

sábado, 13 de setembro de 2008

falanstérios




"A indagação das coincidências que existem entre o mundo escrito e o mundo real ?
mas o mundo, no entanto, é descrito e representado por meio de uma multiplicidade
instável de objetos, que só podem ser conhecidos de forma parcial e hipotética."

Natural-Cultural?Criar mais do que guardar



Criar mais do que guardar

Hoje.Porto.Casa da Musica.


TELEFONE
220120220
LOCAL Porto, Casa da Música - Pç. Mouzinho de Albuquerque
HORARIOS
Dia 13-09-2008 Sábado às 22h00
PREÇO30€.Na Sala Suggia.

http://www.aldimeola.com

que diria o Conde de Lautreamont?


à cabeça o sublime
Ao coração o sentimento
Aos orgãos genitais a beleza
Ás mãos e aos pés a dureza
Desculpem, a proporção!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Palram...


... pega e papagaio
cacareja a galinha
Os ternos pombos arrulham
gane a rola inocentinha
Ruge a vaca, marra o touro…

Título : "Era uma vez na aldeia..."


sub-título???


foto retirada do blog da AM ...(pudera! a minha máquina ainda no prego!)

Como diz que disse?" INICIO COMO ACABEI ...???!!"""


IF YOUDONT
DONT LIKE
IT YOUCAN
YOUCAN GET
THEFUCK
OUT OUTOF
MYHOUSE

domingo, 17 de agosto de 2008

PM : quer continuar?



A Ana desejou e a Passiflora Maré disse:


As mães.
As mães das mães
Da praça Tiananmen
Santa Maria de Iquique
Liquiçá
Haymarket
Nisoor
Auschewitz
Sibéria...
Fizeram nascer os generais, os ditadores...

As Mães das praças de Maio
fizeram nascer seus filhos
Sonhadores
Anónimos
Inocentes
Violentados
Desaparecidos
Oprimidos.

Sonhavam algumas mães com pássaros guardiões
Flores em vez de balas, deuses libertadores.
Enquanto outras sonhavam com grilhões
Canhões e paradas militares.

Sonhavam uns filhos
Com as mil cores das bolas de sabão
Barcos de papel, baloiços de árvore
Atlas em árvore para ver as montanhas
e o mar ao longe!
Sonhavam outros filhos
Com jogos de guerra
Soldado, capitão, general...

Mas há praças onde nunca brilham
as mil cores das bolas de sabão.
Os cravos nunca nascem
Nas bocas de fogo das metralhadoras.
Os pássaros não poisam em madeiros humanos.
Os ramos de oliveira não servem de bandeira!
E a coroa de louros não simboliza a glória!

Há mães de paz...

Mas há praças de guerra...
Publicada por Passiflora Maré em 12:00 4 comentários

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

apresentações -1

Apresentações II (será que vai haver três?)

Brel......gravou-a quando já tinha sido desenganado pelos médicos

Gravou-a quando sabia já que não iria sobreviver ao cancro que o atacara.
Cantou-a como se fosse a última vez na vida.


tous?

«Si rien n’est vrai, tout est permis.»

OS NETOS DE SALAZAR


Baptista-Bastos
escritore
jornalista
b.bastos@netcabo.pt

Vi, há dias, na RTP2, o excelente documentário Cartas a uma Ditadura, de Inês de Medeiros. Assisti ao fervor sagrado daquelas senhoras, que defendiam Salazar com a estreita e amarga convicção de que não sabiam muito bem o que estavam a fazer. As suas perplexidades deixavam transparecer essa dúvida. Reconheciam-se autoras das cartas ao ditador, mas haviam removido da lembrança a natureza passional do documento. Porque de paixão se trata: na correspondência e na vida de que o filme é a imagem restituída.

Salazar está em nós. Queiramos ou não, mantemos, ainda hoje, resquícios dessa cultura rural, submissa, de reverente obediência, temente a deus e ao diabo, inculcada por uma Igreja continuadamente anacrónica, de que Salazar, com Cerejeira, foi o representante típico. No começo dos anos 20, século passado, o então professor universitário escreveu uma série de artigos no Novidades, diário do Patriarcado, sobre o que deveria ser feito "para salvar Portugal da anarquia". Esses artigos, remanejados, constituíram o prefácio de Discursos, assim grafado no primeiro volume, mas definitivamente Discursos e Notas Políticas, do segundo até ao último, o sexto. Está lá tudo, sem omissões, o que ele pretende fazer no País. O silêncio da Esquerda correspondeu à vacuidade do seu pensamento. Apenas o grande Raul Proença, o maior intelectual da Seara Nova, respondeu, indirectamente, ao conteúdodotexto.


O belo documentário de Inês de Medeiros; o filme que se prepara sobre "a vida privada" do autocrata (cujo título me parece mais especulativo do que associado às exigências do rigor); alguns livros; uma ou duas peças sobre o assunto; para não elidir o deplorável (por leviano) programa Os Grandes Portugueses - esse afã corresponde, acaso, a uma curiosidade histórica. O dever de memória exige que não voltemos costas ao que nos aconteceu. Ou será que, de uma forma ou de outra, sintamos a necessidade de dizer: "Não temos nada com isso!", quando, na realidade, temos, ainda que presumamos o contrário. A frase de Brice Parain [Sur la Dialectique] faz, aqui, todo o sentido: "Somos sempre responsáveis, mesmo por um mundo que não quisemos."

Oculto ou dissimulado, Salazar tem estado sempre omnipresente na nossa memória e, inclusive, nas nossas acções e nas nossas pessoais rejeições e repulsas. Porém, não creio que esteja na moda, no sentido tardo-nostálgico da expressão. Penso, até, que um absurdo temor tem procurado atrasar e, até, suprimir, a experiência crucial por que passámos. Também os mais novos, ocasionalmente com a satisfação maligna de "não serem desse tempo", continuam lacrados com o sinete de uma ideologia, de uma época e de um homem. Implorar à História que se apague é uma indignidade obscena.|

Apresentações

Desafio II- quem é será a "Julieta?"

Desafio. Esta aí alguém????

ao aluno desconhecido